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Propriedades de NabrO2

Propriedades de NaBrO2 (Bromito de sódio):

Nome do compostoBromito de sódio
Fórmula QuímicaNaBrO2
Massa molar134.89256928 g/mol

Estrutura química
NaBrO2 (Bromito de sódio) - Estrutura química
Estrutura de Lewis
Estrutura molecular 3D
Propriedades físicas
AparênciaSólido amarelo
Densidade2.2200 g/cm³
Hélio 0.0001786
Irídio 22.562

Composição elementar de NaBrO2
ElementoSímboloMassa atômicaÁtomosPercentagem da massa
SódioNa22.98976928117.0430
BromoBr79.904159.2353
OxigênioO15.9994223.7217
Composição percentual em massaComposição Atômica Percentual
Na: 17.04%Br: 59.24%O: 23.72%
Na Sódio (17.04%)
Br Bromo (59.24%)
O Oxigênio (23.72%)
Na: 25.00%Br: 25.00%O: 50.00%
Na Sódio (25.00%)
Br Bromo (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Composição percentual em massa
Na: 17.04%Br: 59.24%O: 23.72%
Na Sódio (17.04%)
Br Bromo (59.24%)
O Oxigênio (23.72%)
Composição Atômica Percentual
Na: 25.00%Br: 25.00%O: 50.00%
Na Sódio (25.00%)
Br Bromo (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Identificadores
Número CAS7486-26-2
SORRISOS[O-]Br=O.[Na+]
Fórmula de HillBrNaO2

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FórmulaNome composto
NaBrOHipobromito de sódio
NaBrO3Bromato de sódio
NaBrO4Perbromato de sódio

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Bromito de sódio (NaBrO₂): Composto Químico

Artigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química

Resumo

O bromito de sódio (NaBrO₂) representa um sal inorgânico de sódio do ácido bromoso caracterizado por suas propriedades oxidantes potentes. O composto normalmente existe como um sólido cristalino amarelo, sendo a forma trihidratada (NaBrO₂·3H₂O) a espécie mais comumente isolada e caracterizada. O bromito de sódio cristaliza em um sistema cristalino triclínico com grupo espacial P1̅ e parâmetros de célula unitária a = 5,42 Å, b = 6,44 Å, c = 9,00 Å, α = 72,8°, β = 87,9° e γ = 70,7°. A forma trihidratada exibe uma densidade de 2,22 g/cm³. Industrialmente significativo, o bromito de sódio serve como um agente oxidante especializado no refino têxtil para o desengomamento oxidativo de amido e na síntese orgânica para a conversão de álcoois em aldeídos. Seu comportamento químico é dominado pelo ânion bromito (BrO₂⁻), que exibe tanto capacidade oxidante quanto suscetibilidade à desproporcionação sob várias condições.

Introdução

O bromito de sódio constitui um membro importante dos sais de óxido de halogênio, uma classe de compostos caracterizada por sua diversa química de oxidação e utilidade industrial. Como um composto inorgânico com a fórmula molecular NaBrO₂, ele contém bromo no estado de oxidação +3. A significância do composto deriva principalmente de suas propriedades oxidantes seletivas, que preenchem a lacuna de reatividade entre os hipobromitos e os bromatos. O bromito de sódio encontra aplicação particular em processos industriais especializados onde é necessária oxidação controlada sob condições brandas. A forma cristalina trihidratada representa a manifestação mais estável e comercialmente relevante deste composto, facilitando o manuseio e armazenamento em comparação com a forma anidra mais reativa.

Estrutura Molecular e Ligação

Geometria Molecular e Estrutura Eletrônica

O ânion bromito (BrO₂⁻) exibe uma geometria molecular angular consistente com as previsões da teoria VSEPR para espécies AX₂E com 20 elétrons de valência. O átomo central de bromo, no estado de oxidação +3, utiliza hibridização sp³ com ângulos de ligação aproximados de 110-115° em torno do centro de bromo. O comprimento da ligação Br-O mede aproximadamente 1,64 Å, intermediário entre o caráter de ligação simples e dupla, indicando uma deslocalização eletrônica significativa dentro do ânion.

A análise do orbital molecular revela que o orbital molecular ocupado mais alto (HOMO) consiste principalmente em elétrons de par solitário do bromo, enquanto o orbital molecular não ocupado mais baixo (LUMO) possui caráter antiligante entre os átomos de bromo e oxigênio. Esta configuração eletrônica explica o caráter nucleofílico do ânion nos centros de oxigênio e sua capacidade de participar em reações redox através de processos de transferência de elétrons. O cátion sódio interage com o ânion bromito através de forças eletrostáticas, com caráter covalente mínimo na ligação iônica.

Ligação Química e Forças Intermoleculares

A ligação dentro do ânion bromito demonstra um caráter de ligação dupla parcial resultante de interações pπ-dπ entre os átomos de oxigênio e bromo. Esta configuração de ligação dá origem a uma ordem de ligação formal de 1,5, com energias de dissociação de ligação correspondentes estimadas em 250-280 kJ/mol. O ânion possui um momento de dipolo de aproximadamente 2,1 D, contribuindo para a solubilidade do composto em solventes polares.

Na forma cristalina trihidratada, extensas redes de ligação de hidrogênio se formam entre as moléculas de água e os átomos de oxigênio dos ânions bromito. Essas forças intermoleculares estabilizam a estrutura cristalina e influenciam as propriedades físicas do composto. Os cátions sódio participam de interações íon-dipolo com as moléculas de água, criando uma estrutura de rede iônica hidratada. As forças de Van der Waals contribuem minimamente para a coesão do cristal em comparação com as interações eletrostáticas e de ligação de hidrogênio dominantes.

Propriedades Físicas

Comportamento de Fase e Propriedades Termodinâmicas

O bromito de sódio trihidratado se apresenta como um sólido cristalino amarelo com uma densidade de 2,22 g/cm³ a 25°C. O composto se decompõe antes de fundir ao ser aquecido, com a decomposição começando aproximadamente a 130°C. A estrutura cristalina triclínica pertence ao grupo espacial P1̅ (grupo pontual Ci) com parâmetros de célula unitária a = 5,42 Å, b = 6,44 Å, c = 9,00 Å, α = 72,8°, β = 87,9° e γ = 70,7°.

A entalpia padrão de formação (ΔHf°) para NaBrO₂(s) é estimada em -280 kJ/mol, enquanto a forma trihidratada exibe ΔHf° de -980 kJ/mol. O composto demonstra solubilidade moderada em água, aumentando com a temperatura de 25 g/100mL a 0°C para 45 g/100mL a 40°C. A decomposição em solução torna-se significativa acima de 40°C, limitando as temperaturas práticas de trabalho. O índice de refração do bromito de sódio trihidratado cristalino mede 1,55 a 589 nm.

Características Espectroscópicas

A espectroscopia de infravermelho do bromito de sódio revela modos vibracionais característicos, incluindo o estiramento Br-O assimétrico a 780 cm⁻¹, o estiramento Br-O simétrico a 680 cm⁻¹ e a deformação O-Br-O a 345 cm⁻¹. Essas frequências são consistentes com a geometria angular e ordens de ligação intermediárias entre ligações simples e duplas.

A espectroscopia Raman mostra forte polarização do estiramento simétrico a 680 cm⁻¹, confirmando a simetria relativamente alta do ânion. A espectroscopia UV-Vis demonstra máximos de absorção a 290 nm e 380 nm em solução aquosa, correspondendo às transições n→σ* e de transferência de carga, respectivamente. Essas transições eletrônicas explicam a coloração amarela do composto. O espectro de RMN de 23Na exibe uma única ressonância a -5 ppm em relação a NaCl(aq), consistente com a troca rápida entre as esferas de hidratação em solução aquosa.

Propriedades Químicas e Reatividade

Mecanismos de Reação e Cinética

O bromito de sódio funciona como um agente oxidante seletivo com taxas de reação altamente dependentes das condições de pH. O composto oxida álcoois primários a aldeídos com cinética de segunda ordem e constantes de taxa de aproximadamente 0,15 M⁻¹s⁻¹ a pH 10-11. Esta transformação prossegue através de um mecanismo de transferência de hidreto envolvendo a formação de um intermediário de hipobromito.

A desproporcionação representa o principal caminho de decomposição para o bromito de sódio, seguindo a reação global: 3BrO₂⁻ → 2BrO₃⁻ + Br⁻. Esta reação exibe cinética de terceira ordem com uma constante de taxa de 0,024 M⁻²s⁻¹ a 25°C e pH 9. O mecanismo de desproporcionação envolve o ataque nucleofílico do bromito sobre o hipobromito, este último formado através do equilíbrio de protonação. A taxa de reação aumenta significativamente sob condições ácidas, com a máxima estabilidade observada entre pH 10-12.

Propriedades Ácido-Base e Redox

Soluções de bromito de sódio funcionam como sistemas tamponados devido ao equilíbrio ácido-base do ácido bromoso (HBrO₂ ⇌ H⁺ + BrO₂⁻), que exibe pKa = 5,2. Este pKa relativamente baixo indica força ácida moderada para o ácido bromoso, embora o ácido livre não possa ser isolado devido à rápida desproporcionação.

O potencial de redução padrão para o par BrO₂⁻/Br⁻ mede +1,33 V a pH 14, enquanto o par BrO₂⁻/BrO₃⁻ mostra E° = +0,54 V. Esses valores posicionam o bromito de sódio como um agente oxidante mais forte que o hipobromito, mas mais fraco que o bromato. O poder oxidante diminui com o aumento do pH devido à dependência nerstiana da concentração de prótons para reações envolvendo transferência de prótons. O bromito de sódio demonstra notável estabilidade em relação à oxidação aérea, mas reage vigorosamente com agentes redutores, incluindo sulfitos, tiossulfatos e ácido ascórbico.

Métodos de Síntese e Preparação

Rotas de Síntese em Laboratório

A síntese laboratorial mais confiável de bromito de sódio envolve a oxidação cuidadosa de brometo de sódio com dióxido de cloro em meio alcalino. Este método prossegue de acordo com a estequiometria: 2NaBr + 2ClO₂ → NaBrO₂ + NaClO₂. A reação requer controle meticuloso do pH entre 10-11 e manutenção da temperatura a 0-5°C para prevenir a desproporcionação. Rendimentos típicos variam de 60-70% após a cristalização como o trihidratado.

Uma rota de síntese alternativa emprega a reação entre bromo e hidróxido de sódio na presença de peróxido de hidrogênio, que gera uma mistura de hipobromito e bromito. O aquecimento controlado a 50-60°C favorece a desproporcionação do hipobromito em bromito e brometo, seguindo: 2BrO⁻ → BrO₂⁻ + Br⁻. Este método requer posterior purificação para separar o bromito de sódio do brometo de sódio, tipicamente alcançada através de cristalização fracionada ou precipitação seletiva.

Métodos de Produção Industrial

A produção industrial de bromito de sódio utiliza métodos eletroquímicos empregando eletrólitos contendo brometo com oxidação em potencial controlado. A tecnologia de células com membrana permite a geração seletiva de bromito no ânodo, evitando a superoxidação a bromato. As eficiências de corrente atingem 75-80% com consumo de energia de aproximadamente 2,5 kWh por quilograma de produto.

A produção em grande escala normalmente opera em concentrações de 15-20% de bromito de sódio com estabilizadores, incluindo silicato de sódio ou carbonato de sódio, para manter condições alcalinas. O produto final é comercializado como soluções aquosas ou cristalizado como o trihidratado. As estimativas anuais de produção global variam de 500 a 1000 toneladas métricas, servindo principalmente às indústrias têxteis e de produtos químicos especiais. Os custos de produção são dominados pelo consumo de eletricidade e pelas despesas com a matéria-prima bromo.

Métodos Analíticos e Caracterização

Identificação e Quantificação

A análise quantitativa do bromito de sódio emprega métodos de titulação iodométrica baseados na reação: BrO₂⁻ + 4I⁻ + 4H⁺ → Br⁻ + 2I₂ + 2H₂O. O iodo liberado é titulado com solução padronizada de tiossulfato de sódio usando indicador de amido. Este método fornece precisão dentro de ±2% para concentrações acima de 0,01 M.

A determinação espectrofotométrica utiliza a absorção característica a 380 nm (ε = 450 M⁻¹cm⁻¹) para quantificação rápida em soluções aquosas. Métodos cromatográficos, incluindo cromatografia iônica com detecção de condutividade, alcançam a separação do bromito de outras espécies de oxibrometo com limites de detecção de 0,1 mg/L. Métodos potenciométricos usando eletrodos seletivos para brometo permitem a determinação indireta através da medição do brometo produzido por desproporcionação controlada.

Avaliação de Pureza e Controle de Qualidade

As especificações comerciais do bromito de sódio normalmente exigem pureza mínima de 95% para a forma trihidratada e conteúdo ativo de 40-45% para soluções aquosas. Impurezas comuns incluem brometo de sódio (3-5%), carbonato de sódio (1-2%) e clorito de sódio (0,1-0,5% quando produzido via rota com dióxido de cloro).

Os protocolos de controle de qualidade medem o conteúdo de oxigênio ativo através de titulação iodométrica e avaliam o conteúdo de brometo por titulação argentométrica após redução. Os testes de estabilidade envolvem envelhecimento acelerado a 40°C por 30 dias com decomposição máxima permitida de 5% para a vida de prateleira aprovada. O material de grau industrial deve passar em testes para metais pesados (máx. 10 ppm), arsênico (máx. 3 ppm) e matéria insolúvel (máx. 0,1%).

Aplicações e Usos

Aplicações Industriais e Comerciais

A indústria têxtil representa o maior consumidor de bromito de sódio, onde serve como agente de desengomamento para remoção oxidativa de amido de tecidos de algodão. A aplicação tipicamente emprega soluções de 0,5-1,0% a pH 10,5-11,5 e temperaturas de 40-50°C. Este processo alcança degradação eficiente do amido sem danificar as fibras de celulose, oferecendo vantagens sobre os métodos enzimáticos em termos de velocidade e consistência do processamento.

A síntese de produtos químicos especiais utiliza o bromito de sódio para reações de oxidação seletiva, particularmente para converter álcoois benzílicos em benzaldeídos com rendimentos superiores a 85%. O composto encontra aplicação em reações de degradação de Hofmann para converter amidas em aminas com um carbono a menos. Usos adicionais incluem o branqueamento de polpa na fabricação de papel, onde serve como agente clareador, e o tratamento de água como biocida em sistemas de refrigeração.

Aplicações em Pesquisa e Usos Emergentes

Pesquisas recentes exploram o bromito de sódio como um agente oxidante em sistemas de armazenamento de energia eletroquímica, particularmente em baterias de fluxo baseadas em bromo, onde pode servir como um intermediário nos ciclos de carga-descarga. Investigações continuam sobre seu potencial como oxidante seletivo na síntese orgânica, especialmente para compostos heterocíclicos e intermediários farmacêuticos.

Aplicações emergentes incluem o uso em sequências de branqueamento modificadas para polpas mecânicas e como componente em formulações desinfetantes especiais onde é desejada a liberação controlada de espécies ativas de bromo. A atividade de patentes foca-se em composições estabilizadas com vida de prateleira estendida e métodos para geração in situ para evitar desafios de manuseio e armazenamento.

Desenvolvimento Histórico e Descoberta

A química dos sais de bromito emergiu de investigações sistemáticas sobre os oxiácidos de halogênio durante o início do século XX. Relatos iniciais do ácido bromoso e seus sais apareceram na década de 1920, com a primeira caracterização do bromito de sódio trihidratado cristalino realizada por químicos alemães em 1935. A determinação estrutural por difração de raios X seguiu-se na década de 1960, revelando a simetria triclínica e a rede de ligação de hidrogênio.

O interesse industrial desenvolveu-se durante a década de 1970, quando os fabricantes têxteis buscaram alternativas aos agentes de desengomamento à base de clorito. O desenvolvimento de métodos de produção eletroquímica na década de 1980 permitiu a manufatura em escala comercial, estabelecendo o bromito de sódio como um produto químico especializado com aplicações de nicho específicas. Décadas recentes viram o refinamento dos processos de produção e a expansão para novas áreas de aplicação através de pesquisas contínuas sobre sua química fundamental.

Conclusão

O bromito de sódio ocupa uma posição distintiva entre os compostos de óxido de halogênio devido ao seu estado de oxidação intermediário e propriedades oxidantes seletivas. A forma trihidratada bem caracterizada exibe uma estrutura cristalina complexa com ligações de hidrogênio que influenciam suas características de estabilidade e manuseio. Seu comportamento químico demonstra o delicado equilíbrio entre o poder oxidante e a tendência à decomposição que caracteriza compostos com átomos centrais em estados de oxidação intermediários.

A significância industrial primária do composto reside no processamento têxtil e em reações de oxidação especializadas, onde sua reatividade controlada fornece vantagens sobre oxidantes mais fortes. Direções futuras de pesquisa incluem o desenvolvimento de formulações mais estáveis, a exploração de aplicações eletroquímicas e a investigação de usos catalíticos em transformações orgânicas. Desafios permanecem na melhoria da eficiência de produção e na expansão da utilidade do composto através de uma melhor compreensão de seus mecanismos de reação fundamentais.

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  • Grupos funcionais:D, T, Ph, Me, Et, Bu, AcAc, For, Tos, Bz, TMS, tBu, Bzl, Bn, Dmg
  • parênteses () ou colchetes [].
  • Nomes comuns de compostos.
Exemplos: H2O, CO2, CH4, NH3, NaCl, CaCO3, H2SO4, C6H12O6, água, dióxido de carbono, metano, amônia, cloreto de sódio, carbonato de cálcio, ácido sulfúrico, glicose.

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O que são propriedades compostas?

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