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Propriedades de SF3

Propriedades de SF3 (Trifluoreto de enxofre):

Nome do compostoTrifluoreto de enxofre
Fórmula QuímicaSF3
Massa molar89.0602096 g/mol

Estrutura química
SF3 (Trifluoreto de enxofre) - Estrutura química
Estrutura de Lewis
Estrutura molecular 3D

Composição elementar de SF3
ElementoSímboloMassa atômicaÁtomosPercentagem da massa
EnxofreS32.065136.0037
FlúorF18.9984032363.9963
Composição percentual em massaComposição Atômica Percentual
S: 36.00%F: 64.00%
S Enxofre (36.00%)
F Flúor (64.00%)
S: 25.00%F: 75.00%
S Enxofre (25.00%)
F Flúor (75.00%)
Composição percentual em massa
S: 36.00%F: 64.00%
S Enxofre (36.00%)
F Flúor (64.00%)
Composição Atômica Percentual
S: 25.00%F: 75.00%
S Enxofre (25.00%)
F Flúor (75.00%)
Identificadores
Número CAS30937-38-3
SORRISOSF[S](F)F
Fórmula de HillF3S

Compostos relacionados
FórmulaNome composto
SF6Hexafluoreto de enxofre
SF4Tetrafluoreto de enxofre
SF2Difluoreto de enxofre
SF7Heptafluoreto de enxofre
SF5Pentafluoreto de enxofre
S2F2Difluoreto de dissulfureto
S3F41,3-Difluoro-trissulfano-1,1-difluoreto
S2F4Difluorodissulfanodifluoreto
S2F10Decafluoreto de dissulfureto

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Trifluoreto de Enxofre (SF3): Composto Químico

Artigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química

Resumo

O Trifluoreto de Enxofre (SF3) é um composto químico inorgânico com a fórmula molecular SF3. Ele existe como uma espécie de radical livre caracterizada por um elétron desemparelhado. O composto possui o número de registro CAS 30937-38-3 e é nomeado sistematicamente como fluoreto de enxofre(III). O Trifluoreto de Enxofre exibe uma geometria molecular piramidal com simetria C3v, consistente com as previsões da teoria VSEPR para um sistema AX3E. O composto é gerado através da irradiação por raios gama de cristais de tetrafluoroborato de trifluorsulfônio ([SF3]+[BF4]-). SF3 demonstra alta reatividade típica de espécies radicais e serve como um importante intermediário na química do flúor. Derivados do ânion SF3- formam complexos de coordenação com metais de transição, particularmente em reações de adição oxidativa com tetrafluoreto de enxofre.

Introdução

O Trifluoreto de Enxofre representa um membro importante da série dos fluoretos de enxofre, que inclui o difluoreto de enxofre (SF2), o tetrafluoreto de enxofre (SF4), o hexafluoreto de enxofre (SF6) e o decafluoreto de dissulfeto (S2F10). Como uma espécie radical com a fórmula SF3, este composto ocupa uma posição única na química inorgânica devido à sua estrutura eletrônica e padrões de reatividade. O composto é classificado como um radical livre inorgânico, distinguido pela presença de um elétron desemparelhado no átomo de enxofre. A existência do Trifluoreto de Enxofre foi confirmada através de métodos espectroscópicos sofisticados após sua geração por meio de técnicas de química das radiações. A natureza radical do composto contribui para sua alta reatividade e caráter transitório sob condições padrão, tornando-o principalmente de interesse em pesquisas químicas especializadas, em vez de aplicações industriais.

Estrutura Molecular e Ligação

Geometria Molecular e Estrutura Eletrônica

O Trifluoreto de Enxofre exibe uma geometria molecular piramidal com simetria C3v. Esta configuração resulta de considerações da teoria da repulsão dos pares de elétrons da camada de valência (VSEPR), onde o átomo de enxofre possui três pares de ligação e um elétron desemparelhado, correspondendo a um sistema AX3E. O átomo de enxofre no SF3 utiliza orbitais híbridos sp3 para ligação com os átomos de flúor, com o elétron desemparelhado ocupando o quarto orbital híbrido. Os ângulos de ligação no SF3 são de aproximadamente 94,5 graus, ligeiramente menores que o ângulo tetraédrico ideal de 109,5 graus devido ao aumento da repulsão do elétron solitário em comparação com um par solitário completo. O comprimento da ligação S-F é calculado em 1,592 Å com base em estudos computacionais, intermediário entre os comprimentos de ligação no SF2 (1,588 Å) e no SF4 (1,646 Å). A configuração eletrônica do enxofre no SF3 envolve a promoção a estados excitados, com o elétron desemparelhado residindo em um orbital com caráter predominante 3p.

Ligação Química e Forças Intermoleculares

A ligação química no Trifluoreto de Enxofre consiste em três ligações covalentes polares S-F com uma energia de dissociação de ligação de aproximadamente 79 kcal/mol por ligação. O caráter covalente surge da diferença de eletronegatividade entre o enxofre (2,58) e o flúor (3,98), resultando em um caráter iônico parcial de aproximadamente 30%. O momento de dipolo molecular do SF3 é calculado em 1,12 D, orientado ao longo do eixo de simetria C3 do átomo de enxofre em direção à base da pirâmide. As forças intermoleculares no SF3 são predominantemente interações fracas de van der Waals devido à natureza radical do composto e seu baixo peso molecular. O elétron desemparelhado contribui para o comportamento paramagnético e facilita a dimerização através de reações de recombinação radical. O composto exibe interações dipolo-dipolo limitadas devido à sua polaridade moderada e existência transitória na maioria das condições.

Propriedades Físicas

Comportamento de Fase e Propriedades Termodinâmicas

O Trifluoreto de Enxofre existe como uma espécie transitória sob condições padrão (298,15 K, 1 atm) e não foi isolado em quantidades suficientes para uma caracterização física abrangente. Cálculos teóricos preveem um ponto de ebulição de aproximadamente -35°C e um ponto de fusão de -110°C com base em comparações com fluoretos de enxofre relacionados. A natureza radical do composto impede a análise convencional do comportamento de fase, pois sofre dimerização ou decomposição rápida. Estudos computacionais indicam um calor de formação (ΔH°f) de -90,5 kcal/mol a 298 K. A energia livre de Gibbs padrão de formação (ΔG°f) é calculada como -82,3 kcal/mol, refletindo a instabilidade termodinâmica do composto em relação aos fluoretos de enxofre mais saturados. A entropia (S°) do SF3 é estimada em 65,2 cal/mol·K, consistente com sua estrutura poliatômica não linear.

Características Espectroscópicas

A espectroscopia de ressonância paramagnética eletrônica (RPE) fornece a caracterização mais definitiva do Trifluoreto de Enxofre, revelando padrões de hiperfino consistentes com a interação do elétron desemparelhado com um átomo de enxofre e três átomos de flúor equivalentes. O fator g para o SF3 é medido em 2,0057, típico para radicais centrados em enxofre. As constantes de acoplamento de hiperfino são aS = 125 G para o enxofre e aF = 75 G para cada átomo de flúor. A espectroscopia de infravermelho do SF3 isolado em matriz mostra três modos vibracionais fundamentais: estiramento simétrico a 725 cm-1, estiramento assimétrico a 895 cm-1 e modo de deformação a 345 cm-1. Essas frequências são consistentes com a simetria C3v e são significativamente diferentes daquelas do SF2 e SF4, fornecendo identificação diagnóstica. A espectroscopia ultravioleta-visível revela máximos de absorção a 290 nm e 380 nm, correspondendo a transições σ→σ* e n→σ* envolvendo o elétron desemparelhado.

Propriedades Químicas e Reatividade

Mecanismos de Reação e Cinética

O Trifluoreto de Enxofre exibe alta reatividade química característica de espécies radicais, participando principalmente em reações de abstração e recombinação. O composto demonstra cinética de segunda ordem na maioria das reações, com constantes de taxa tipicamente variando de 107 a 109 M-1s-1 à temperatura ambiente. As reações de abstração de hidrogênio prosseguem com energias de ativação de 4-6 kcal/mol, formando espécies HF e SF3H. A recombinação com outros radicais ocorre com taxas próximas às controladas por difusão, com constantes de taxa aproximando-se de 1010 M-1s-1. O composto se decompõe através de vias unimoleculares com uma meia-vida de aproximadamente 10-3 segundos a 298 K, formando principalmente radicais SF2 e F•. A energia de ativação para decomposição é calculada como 18,5 kcal/mol. SF3 reage com oxigênio molecular com uma constante de taxa de 2,3×109 M-1s-1, produzindo radicais SOF2 e F•.

Propriedades Ácido-Base e Redox

O Trifluoreto de Enxofre funciona tanto como ácido quanto base de Lewis, embora seu caráter radical domine seu comportamento químico. O composto exibe acidez de Lewis fraca através dos orbitais d vazios do átomo de enxofre, formando aductos com bases de Lewis fortes, como aminas e éteres. Esses complexos são geralmente instáveis e se decompõem rapidamente à temperatura ambiente. Como radical, o SF3 participa de reações redox principalmente como agente redutor, com um potencial de redução padrão estimado em -1,2 V versus o eletrodo padrão de hidrogênio para o par SF3/SF3-. O ânion SF3- demonstra maior estabilidade do que o radical neutro e forma complexos de coordenação com metais de transição. A afinidade protônica do SF3- é calculada como 375 kcal/mol, indicando basicidade forte. O composto é instável em ambientes aquosos, hidrolisando rapidamente com uma meia-vida inferior a 1 milissegundo.

Métodos de Síntese e Preparação

Rotas de Síntese Laboratorial

A síntese laboratorial primária do Trifluoreto de Enxofre envolve a irradiação por raios gama do tetrafluoroborato de trifluorsulfônio cristalino ([SF3]+[BF4]-) a 77 K. Esta decomposição induzida por radiação prossegue através da clivagem homolítica da ligação S-F, gerando radicais SF3 presos na matriz cristalina. A reação requer controle cuidadoso da dosagem de radiação, tipicamente usando fonte de 60Co com doses de 0,5-2,0 Mrad. Rotas alternativas de síntese incluem reações em fase gasosa de SF2 com átomos de flúor gerados por descarga de micro-ondas ou fotólise de SF4 a 147 nm. Este último método produz SF3 com rendimentos quânticos de 0,15-0,25 dependendo das condições de pressão e temperatura. Técnicas de isolamento em matriz a 10-20 K permitem a caracterização espectroscópica das espécies SF3 geradas. Os rendimentos nessas abordagens sintéticas são geralmente baixos, normalmente não excedendo 5-10% com base nos materiais de partida, devido às vias concorrentes de recombinação e decomposição.

Métodos Analíticos e Caracterização

Identificação e Quantificação

A espectroscopia de ressonância paramagnética eletrônica serve como o método primário para identificação e quantificação do Trifluoreto de Enxofre. O espectro RPE característico com divisão de hiperfino em quartetos (do flúor) com divisão adicional em dupletos (do enxofre) fornece identificação inequívoca. A quantificação é alcançada através da dupla integração dos sinais RPE comparados a padrões de radicais estáveis, como DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazil). A espectroscopia de infravermelho com isolamento em matriz complementa os estudos de RPE, com limites de detecção de aproximadamente 1012 moléculas/cm3 para o modo de estiramento assimétrico a 895 cm-1. A detecção espectrométrica de massa do SF3 é desafiadora devido à sua baixa concentração e instabilidade, mas a espectrometria de massa de alta resolução pode detectar o radical em m/z 89 com técnicas apropriadas de ionização branda. A cromatografia gasosa com detecção por RPE foi empregada para separação e identificação do SF3 em misturas complexas, com índices de retenção calibrados contra fluoretos de enxofre conhecidos.

Aplicações e Usos

Aplicações de Pesquisa e Usos Emergentes

O Trifluoreto de Enxofre serve principalmente como uma ferramenta de pesquisa em estudos químicos fundamentais da reatividade radical e da química do flúor. O composto fornece insights sobre o comportamento de radicais de enxofre hipervalentes e seus mecanismos de reação. Estudos do SF3 contribuem para a compreensão da distribuição da densidade de spin em radicais centrados em enxofre e suas propriedades magnéticas. Na ciência dos materiais, derivados do SF3 têm sido investigados como potenciais precursores para filmes finos contendo enxofre através de processos de deposição química em vapor. O ânion SF3- demonstra utilidade em química de coordenação, formando complexos estáveis com metais de transição que servem como modelos para entender as interações metal-ligante em sistemas fluorados. Esses complexos, como Ir(Cl)(CO)(F)(SF3)(Et3P)2, fornecem insights sobre processos de adição oxidativa e ciclos catalíticos envolvendo ligações enxofre-flúor. A pesquisa continua sobre potenciais aplicações de compostos contendo SF3 como agentes fluorantes especiais e como blocos de construção para novos materiais com propriedades eletrônicas únicas.

Desenvolvimento Histórico e Descoberta

A existência do Trifluoreto de Enxofre como uma espécie química discreta foi proposta pela primeira vez na década de 1960 com base em considerações teóricas e analogias com outros radicais trifluoreto do grupo 16. Tentativas iniciais de gerar SF3 através de métodos químicos convencionais provaram-se mal sucedidas devido à sua extrema reatividade e tendência a dimerizar. O avanço na caracterização do SF3 veio com os progressos em técnicas de química das radiações e isolamento em matriz na década de 1970. A geração bem-sucedida do SF3 através da irradiação gama de sais de trifluorsulfônio foi relatada por vários grupos de pesquisa independentemente entre 1972 e 1975. O desenvolvimento de instrumentação RPE sofisticada permitiu a identificação definitiva através da análise da estrutura de hiperfino. Ao longo da década de 1980, estudos espectroscópicos detalhados refinaram o entendimento da estrutura molecular e das propriedades vibracionais do SF3. A descoberta de complexos de coordenação estáveis contendo ligantes SF3- no final da década de 1990 expandiu a significância do composto além da química radical transitória para a química inorgânica e organometálica mais ampla.

Conclusão

O Trifluoreto de Enxofre representa uma espécie radical quimicamente significativa que fornece insights fundamentais sobre a química do enxofre hipervalente e os mecanismos de reação radical. Sua estrutura piramidal com simetria C3v e configuração de elétron desemparelhado o torna um sistema modelo para o estudo de radicais centrados em enxofre. A geração do composto através da decomposição induzida por radiação de sais de trifluorsulfônio demonstra metodologia sintética sofisticada na produção de espécies instáveis. Embora o SF3 em si permaneça principalmente de interesse de pesquisa devido à sua natureza transitória, derivados como o ânion SF3- e seus complexos de coordenação mostram promessa para um maior desenvolvimento em aplicações de química especializada. A pesquisa contínua continua a explorar as propriedades fundamentais do composto e suas aplicações potenciais em ciência dos materiais e catálise, particularmente na compreensão de sistemas de reação baseados em flúor e no desenvolvimento de novas metodologias de fluoração.

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  • Grupos funcionais:D, T, Ph, Me, Et, Bu, AcAc, For, Tos, Bz, TMS, tBu, Bzl, Bn, Dmg
  • parênteses () ou colchetes [].
  • Nomes comuns de compostos.
Exemplos: H2O, CO2, CH4, NH3, NaCl, CaCO3, H2SO4, C6H12O6, água, dióxido de carbono, metano, amônia, cloreto de sódio, carbonato de cálcio, ácido sulfúrico, glicose.

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O que são propriedades compostas?

As propriedades dos compostos químicos incluem características físicas como ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, que são importantes para identificação e aplicações químicas. Nomes alternativos ajudam a identificar o mesmo composto quando referenciado por diferentes convenções de nomenclatura.

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