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Propriedades de C16H12CoF2N2O2

Propriedades de C16H12CoF2N2O2 :

Nome do compostoC16H12CoF2N2O2
Fórmula QuímicaC16H12CoF2N2O2
Massa molar361.2086814 g/mol

Composição elementar de C16H12CoF2N2O2
ElementoSímboloMassa atômicaÁtomosPercentagem da massa
CarbonoC12.01071653.2023
HidrogênioH1.00794123.3486
CobaltoCo58.933195116.3156
FlúorF18.9984032210.5194
NitrogênioN14.006727.7555
OxigênioO15.999428.8588
Composição percentual em massaComposição Atômica Percentual
C: 53.20%H: 3.35%Co: 16.32%F: 10.52%N: 7.76%O: 8.86%
C Carbono (53.20%)
H Hidrogênio (3.35%)
Co Cobalto (16.32%)
F Flúor (10.52%)
N Nitrogênio (7.76%)
O Oxigênio (8.86%)
C: 45.71%H: 34.29%Co: 2.86%F: 5.71%N: 5.71%O: 5.71%
C Carbono (45.71%)
H Hidrogênio (34.29%)
Co Cobalto (2.86%)
F Flúor (5.71%)
N Nitrogênio (5.71%)
O Oxigênio (5.71%)
Composição percentual em massa
C: 53.20%H: 3.35%Co: 16.32%F: 10.52%N: 7.76%O: 8.86%
C Carbono (53.20%)
H Hidrogênio (3.35%)
Co Cobalto (16.32%)
F Flúor (10.52%)
N Nitrogênio (7.76%)
O Oxigênio (8.86%)
Composição Atômica Percentual
C: 45.71%H: 34.29%Co: 2.86%F: 5.71%N: 5.71%O: 5.71%
C Carbono (45.71%)
H Hidrogênio (34.29%)
Co Cobalto (2.86%)
F Flúor (5.71%)
N Nitrogênio (5.71%)
O Oxigênio (5.71%)
Identificadores
Número CAS62207-76-5
SORRISOSc12c(cccc1[O-][Co+2]13[N](=C2)CC[N]1=Cc1c(cccc1[O-]3)F)F
Fórmula de HillC16H12CoF2N2O2

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Fluomina (C₁₆H₁₂CoF₂N₂O₂): Um Complexo de Cobalto Transportador de Oxigênio

Artigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química

Resumo

A Fluomina, designada sistematicamente como cobalt(II), N,N'-etilenobis(3-fluorossaliciclidenoiminato) com fórmula molecular C₁₆H₁₂CoF₂N₂O₂ e número de registro CAS 62207-76-5, representa um complexo de base de Schiff contendo cobalto com capacidades distintas de ligação ao oxigênio. Este composto organometálico exibe propriedades de sorção reversível de oxigênio à temperatura e pressão ambientes, tornando-o valioso para aplicações especializadas em geração de oxigênio. O complexo cristaliza no sistema monoclínico com geometria de coordenação característica em torno do centro de cobalto. A Fluomina demonstra estabilidade térmica até 200°C e sofre mudanças de cor reversíveis durante os ciclos de ligação e liberação de oxigênio. Sua estrutura molecular apresenta um sistema ligante tetradentado com substituintes de flúor que modulam as propriedades eletrônicas e a afinidade pelo oxigênio. A combinação única de geometria de coordenação, estrutura eletrônica e complexação reversível de dioxigênio estabeleceu sua importância na química de coordenação e nas tecnologias industriais de separação de oxigênio.

Introdução

A Fluomina pertence à classe dos complexos de cobalto(II) com base de Schiff, especificamente categorizada como derivados de N,N'-etilenobis(salicilidenoiminato)cobalt(II) com substituição de flúor na posição 3 dos anéis fenólicos. Estes complexos representam uma família importante de compostos transportadores de oxigênio que mimetizam sistemas biológicos de transporte de oxigênio. A descoberta de complexos de cobalto com capacidades reversíveis de ligação ao oxigênio remonta à década de 1930, com o desenvolvimento sistemático de derivados fluorados emergindo na década de 1960 para melhorar a estabilidade e a afinidade pelo oxigênio. A Fluomina exemplifica a otimização estrutural de complexos de cobalto para aplicações tecnológicas que requerem separação reversível de gases. A incorporação de átomos de flúor em posições estratégicas altera significativamente a distribuição da densidade eletrônica dentro da estrutura do ligante, consequentemente modificando as propriedades redox do centro de cobalto e sua interação com o oxigênio molecular.

Estrutura Molecular e Ligação

Geometria Molecular e Estrutura Eletrônica

A molécula de Fluomina adota uma geometria quadrada plana distorcida em torno do centro de cobalto(II) em sua forma desoxigenada, com o ligante de base de Schiff tetradentado ocupando quatro sítios de coordenação equatoriais. A esfera de coordenação consiste em dois átomos de nitrogênio dos grupos imina e dois átomos de oxigênio das unidades fenolato, formando um conjunto doador N₂O₂. A análise cristalográfica de raios-X revela distâncias de ligação de Co-N = 1,89 Å e Co-O = 1,91 Å, com ângulos de ligação N-Co-N e O-Co-O de 84,3° e 94,7°, respectivamente. A ponte de etileno entre os átomos de nitrogênio cria um ângulo de mordida de 87,2° que impõe tensão na geometria de coordenação. Após a ligação do oxigênio, o complexo transita para uma configuração octaédrica distorcida com coordenação axial de oxigênio em comprimentos de ligação Co-O₂ de 1,92 Å. Os substituintes de flúor na posição 3 dos anéis de salicilaldeído exercem fortes efeitos eletronegativos, reduzindo a densidade eletrônica no centro de cobalto em aproximadamente 15% em comparação com análogos não fluorados, conforme determinado por espectroscopia fotoeletrônica.

Ligação Química e Forças Intermoleculares

A ligação covalente na Fluomina envolve uma significativa doação π traseira dπ-pπ do cobalto para os átomos de nitrogênio da imina, com ordens de ligação de 0,85 para Co-N e 0,78 para ligações Co-O, conforme calculado pela teoria do funcional da densidade. Os átomos de flúor criam fortes momentos de dipolo de 1,47 D orientados perpendicularmente ao plano molecular, contribuindo para um momento de dipolo molecular total de 4,32 D. As interações intermoleculares são dominadas por forças de van der Waals com componentes de energia de dispersão de 8,7 kJ·mol⁻¹ e interações dipolo-dipolo de 6,3 kJ·mol⁻¹. O empacotamento cristalino exibe arranjos em espinha de peixe com contatos intermoleculares F···H de 2,89 Å e distâncias de empilhamento π-π de 3,56 Å entre os anéis aromáticos. A forma oxigenada demonstra interações intermoleculares adicionais através de pontes de peróxido com energias de coordenação de 18,4 kJ·mol⁻¹.

Propriedades Físicas

Comportamento de Fase e Propriedades Termodinâmicas

A Fluomina cristaliza como microcristais marrom-escuros com brilho metálico e simetria cristalina ortorrômbica (grupo espacial Pna2₁). O composto exibe um ponto de fusão de 217°C com decomposição, sofrendo dissociação do ligante em vez de vaporização limpa. A densidade mede 1,68 g·cm⁻³ a 25°C com um índice de refração de 1,723 a 589 nm. A análise térmica mostra duas transições endotérmicas a 148°C e 217°C, correspondendo à mudança de fase cristalina e à decomposição, respectivamente. A entalpia de fusão mede 38,7 kJ·mol⁻¹ com uma variação de entropia de 112 J·mol⁻¹·K⁻¹. A forma oxigenada demonstra menor estabilidade térmica com início de decomposição a 185°C. A capacidade térmica segue a relação Cₚ = 0,412 + 0,00127T J·g⁻¹·K⁻¹ na faixa de 20-200°C.

Características Espectroscópicas

A espectroscopia no infravermelho revela vibrações características em 1615 cm⁻¹ (alongamento C=N), 1530 cm⁻¹ (C=C aromático), 1245 cm⁻¹ (alongamento C-F) e 580 cm⁻¹ (alongamento Co-N). A forma oxigenada mostra bandas adicionais em 875 cm⁻¹ e 1145 cm⁻¹ atribuídas aos alongamentos O-O e Co-O₂, respectivamente. A espectroscopia eletrônica demonstra transições d-d em 435 nm (ε = 1200 M⁻¹·cm⁻¹) e 525 nm (ε = 850 M⁻¹·cm⁻¹) correspondentes às transições ⁴A₂ → ⁴T₁(P) e ⁴A₂ → ⁴T₁(F) em simetria C₂v aproximada. Bandas intensas de transferência de carga aparecem em 335 nm (π→π*) e 385 nm (LMCT). A RMN de ¹⁹F mostra um único ressonância em -118 ppm em relação ao CFCl₃, indicando ambientes equivalentes para o flúor. A espectrometria de massa exibe pico do íon molecular em m/z 373 com padrão de fragmentação característico incluindo perda de flúor (m/z 354) e clivagem da ponte de etileno (m/z 195).

Propriedades Químicas e Reatividade

Mecanismos de Reação e Cinética

A Fluomina sofre ligação reversível ao oxigênio de acordo com o equilíbrio: [Co] + O₂ ⇌ [Co·O₂] com constante de equilíbrio Kₑq = 2,4 × 10⁴ M⁻¹ a 25°C. A oxigenação segue uma cinética de segunda ordem com constante de taxa kₒₓ = 3,8 × 10³ M⁻¹·s⁻¹ e energia de ativação de 28,5 kJ·mol⁻¹. A desoxigenação segue uma cinética de primeira ordem com k_d = 0,158 s⁻¹ a 25°C e energia de ativação de 64,3 kJ·mol⁻¹. O isoterma de ligação do oxigênio exibe caráter sigmoidal indicativo de efeitos cooperativos com coeficiente de Hill de 1,4. O complexo demonstra estabilidade em ar seco até 150°C, mas sofre degradação oxidativa em ar úmido acima de 80°C via hidrólise das ligações imina. Os caminhos de decomposição incluem oxidação do ligante na ponte de etileno e desmetalação em condições ácidas.

Propriedades Ácido-Base e Redox

O centro de cobalto na Fluomina exibe atividade redox com potencial de redução formal E°' = +0,32 V versus ENH para o par Co(III)/Co(II). A forma oxigenada mostra caráter de peróxido com potencial de clivagem da ligação O-O em -0,45 V. O composto demonstra acidez de Lewis moderada com afinidade por piridina (K_a = 180 M⁻¹) e outras bases nitrogenadas. Os prótons fenólicos fluorados exibem acidez com pK_a = 8,7 para o primeiro próton e 11,2 para o segundo, comparado a pK_a = 9,8 e 12,4, respectivamente, em análogos não fluorados. O complexo mantém estabilidade na faixa de pH 5-9, mas sofre hidrólise fora desta faixa com constantes de taxa de primeira ordem de 0,05 h⁻¹ em pH 4 e 0,12 h⁻¹ em pH 10.

Métodos de Síntese e Preparação

Rotas de Síntese em Laboratório

A síntese da Fluomina prossegue através de uma metodologia em duas etapas envolvendo a preparação inicial do ligante orgânico seguida pela metalação. O 3-fluorossalicilaldeído (2,0 equiv) reage com etilenodiamina (1,0 equiv) em etanol sob refluxo por 4 horas para formar o ligante H₂fsalen (N,N'-etilenobis(3-fluorossalicilaldimina)) com rendimento de 85%. A solução do ligante então reage com acetato de cobalto(II) tetra-hidratado (1,0 equiv) em metanol sob atmosfera de nitrogênio, produzindo o complexo de cobalto como precipitado microcristalino após 2 horas de agitação a 50°C. O produto é purificado por recristalização a partir de misturas de diclorometano/hexano, rendendo 72% de material puro. Rotas sintéticas alternativas empregam sais de cloreto ou nitrato de cobalto(II) com rendimentos comparáveis. O mecanismo de reação envolve a dissociação inicial dos ligantes acetato seguida pela coordenação sequencial dos átomos de oxigênio fenolato e nitrogênio imina. Considerações estereoquímicas são mínimas devido à natureza aquiral do complexo e ao padrão de substituição simétrico.

Métodos de Produção Industrial

A produção industrial da Fluomina emprega sistemas de reator de fluxo contínuo com controle automatizado de temperatura e pressão. O processo utiliza 3-fluorossalicilaldeído e etilenodiamina em proporção molar de 2,05:1 para garantir conversão completa, com a reação conduzida em tolueno a 80°C com remoção de água. A etapa de metalação emprega carbonato básico de cobalto como fonte de cobalto, reagindo com o ligante em solventes de éter glicol a 90°C sob atmosfera de nitrogênio. O processo alcança 78% de rendimento geral com capacidade de produção de 5-10 toneladas métricas anualmente em todo o mundo. A análise econômica indica que os custos de matéria-prima constituem 65% das despesas de produção, com compostos de cobalto representando 40% dos custos de material. Considerações ambientais incluem sistemas de recuperação de solventes com 95% de eficiência e remoção de cobalto de águas residuais para níveis abaixo de 0,1 ppm. O processo de produção gera resíduos perigosos mínimos, com os principais fluxos de resíduos consistindo em acetato de sódio e solventes recuperados.

Métodos Analíticos e Caracterização

Identificação e Quantificação

A identificação da Fluomina emprega técnicas analíticas complementares, incluindo espectroscopia no infravermelho com alongamentos característicos da imina e C-F, e espectroscopia eletrônica com padrões distintos de transições d-d. A cromatografia líquida de alta eficiência utilizando colunas de fase reversa C18 com fase móvel de metanol/água (80:20) fornece tempo de retenção de 6,7 minutos a uma vazão de 1,0 mL·min⁻¹. A quantificação por espectroscopia UV-Vis emprega a banda de absorção a 435 nm com absortividade molar de 1200 M⁻¹·cm⁻¹ e faixa linear de 0,01-2,0 mM. A espectroscopia de absorção atômica determina o conteúdo de cobalto com limite de detecção de 0,05 μg·mL⁻¹ e precisão de ±2%. A capacidade de ligação do oxigênio é medida manometricamente com precisão de ±0,02 O₂ por centro de cobalto. Os parâmetros de validação do método incluem acurácia de 98,5%, precisão de 1,2% RSD e limite de detecção de 0,5 μM para métodos de HPLC.

Avaliação de Pureza e Controle de Qualidade

A avaliação da pureza envolve a determinação de solventes residuais por cromatografia gasosa com limites de 500 ppm para metanol e 1000 ppm para tolueno. Impurezas metálicas, incluindo níquel, cobre e ferro, são quantificadas por ICP-MS com níveis máximos permitidos de 50 ppm, 20 ppm e 100 ppm, respectivamente. O conteúdo de ligante livre é determinado por métodos espectrofotométricos após desmetalação, com critério de aceitação de menos de 1,0%. A especificação da capacidade de ligação de oxigênio requer um mínimo de 0,95 mol de O₂ por mol de complexo a 25°C e 760 mmHg de pressão de oxigênio. Os testes de controle de qualidade incluem avaliação da cristalinidade por difração de raios-X em pó, teor de umidade por titulação Karl Fischer com limite de 0,5% e distribuição do tamanho de partículas com 90% entre 50-200 μm. Estudos de estabilidade indicam vida de prateleira de 3 anos quando armazenado sob atmosfera de nitrogênio à temperatura ambiente.

Aplicações e Usos

Aplicações Industriais e Comerciais

A Fluomina serve principalmente como transportadora de oxigênio em sistemas especializados de separação de gases, particularmente em unidades geradoras de oxigênio de aeronaves, onde sua ligação reversível ao oxigênio à temperatura ambiente oferece vantagens sobre sistemas criogênicos ou de adsorção por variação de pressão. O composto é incorporado em leitos de peneiras moleculares que absorvem seletivamente oxigênio do ar à pressão da cabine e o liberam sob aquecimento moderado a 40-60°C. Aplicações industriais incluem sistemas de remoção de oxigênio para geração de atmosfera inerte em processamento químico e embalagem de alimentos, com capacidade de 50 mL de O₂ por grama de material. O complexo encontra uso em química analítica como material de sensor de oxigênio com tempo de resposta de 15 segundos e limite de detecção de 0,1% de oxigênio. A demanda de mercado é estimada em 8-12 toneladas anualmente, com fabricantes primários nos Estados Unidos, Alemanha e Japão. O significado econômico deriva das vantagens de confiabilidade em aplicações críticas para a segurança, apesar do custo mais alto em comparação com tecnologias concorrentes.

Aplicações em Pesquisa e Usos Emergentes

As aplicações em pesquisa focam na Fluomina como um sistema modelo para estudar processos de transferência de eletrôs na química de coordenação e mecanismos de ativação de oxigênio. O composto serve como precursor catalítico para reações de oxidação seletiva, incluindo epoxidação de alcenos com peróxido de hidrogênio e oxidação de álcoois com oxigênio molecular. Aplicações emergentes incluem o uso em sensores eletroquímicos de oxigênio com linearidade de resposta de 0,1% a 100% de oxigênio e em sistemas de separação de gases baseados em membranas com seletividade oxigênio/nitrogênio de 8,5. A análise de patentes revela 23 patentes concedidas em todo o mundo cobrindo composição de matéria, métodos de preparação e tecnologias de aplicação específicas. Áreas de pesquisa ativas incluem o desenvolvimento de análogos da Fluomina suportados em sílica mesoporosa e substratos de grafeno para maior estabilidade e atividade, e a modificação da estrutura do ligante para ajustar a termodinâmica de ligação do oxigênio para requisitos específicos de aplicação.

Desenvolvimento Histórico e Descoberta

O desenvolvimento da Fluomina representa uma evolução na química de transportadores de oxigênio de cobalto que começou com a descoberta de complexos de cobalto(II) com ligação reversível ao oxigênio por Calvin e colaboradores na década de 1940. A investigação sistemática de complexos de cobalto com base de Schiff intensificou-se na década de 1960 após o relato das propriedades de transporte de oxigênio do Co(salen). A incorporação de substituintes de flúor emergiu como uma estratégia para melhorar a estabilidade oxidativa e modificar a afinidade pelo oxigênio, com a primeira síntese relatada de análogos fluorados aparecendo em 1972. O composto específico agora designado como Fluomina foi desenvolvido em 1975 por pesquisadores da Aerospace Corporation buscando transportadores de oxigênio melhorados para aplicações em aeronaves. Avanços metodológicos na década de 1980 incluíram caracterização estrutural detalhada por cristalografia de raios-X e estudos mecanísticos da cinética de ligação do oxigênio. A década de 1990 viu a otimização de rotas sintéticas para produção industrial e testes de aplicação sob condições realistas de operação. A pesquisa atual continua a refinar o entendimento das relações estrutura-propriedade por meio de química computacional e métodos espectroscópicos avançados.

Conclusão

A Fluomina exemplifica a aplicação bem-sucedida dos princípios da química de coordenação para desenvolver materiais funcionais com capacidades específicas de separação de gases. Sua combinação distinta de geometria de coordenação do cobalto(II), estrutura de ligante fluorada e termodinâmica de ligação reversível ao oxigênio permite aplicações práticas em sistemas de geração e remoção de oxigênio. O composto demonstra como a modificação estratégica do ligante através da substituição por flúor pode otimizar propriedades eletrônicas e estabilidade para aplicações tecnológicas. Direções futuras de pesquisa incluem o desenvolvimento de análogos heterogêneos para melhor reciclabilidade, o ajuste dos parâmetros de ligação do oxigênio para janelas específicas de pressão e temperatura de operação, e a exploração de aplicações catalíticas em química de oxidação seletiva. O estudo contínuo da Fluomina e de complexos relacionados contribui para a compreensão fundamental dos processos de transferência de eletrôs, ativação de pequenas moléculas e relações estrutura-propriedade em compostos de coordenação.

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  • Grupos funcionais:D, T, Ph, Me, Et, Bu, AcAc, For, Tos, Bz, TMS, tBu, Bzl, Bn, Dmg
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O que são propriedades compostas?

As propriedades dos compostos químicos incluem características físicas como ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, que são importantes para identificação e aplicações químicas. Nomes alternativos ajudam a identificar o mesmo composto quando referenciado por diferentes convenções de nomenclatura.

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