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Propriedades de HAlO2

Propriedades de HAlO2 (Óxido de hidróxido de alumínio):

Nome do compostoÓxido de hidróxido de alumínio
Fórmula QuímicaHAlO2
Massa molar59.9882786 g/mol

Estrutura química
HAlO2 (Óxido de hidróxido de alumínio) - Estrutura química
Estrutura de Lewis
Estrutura molecular 3D
Propriedades físicas
AparênciaPó branco
OdorInodoro
Densidade3.0100 g/cm³
Hélio 0.0001786
Irídio 22.562

Composição elementar de HAlO2
ElementoSímboloMassa atômicaÁtomosPercentagem da massa
HidrogênioH1.0079411.6802
AlumínioAl26.9815386144.9780
OxigênioO15.9994253.3418
Composição percentual em massaComposição Atômica Percentual
H: 1.68%Al: 44.98%O: 53.34%
H Hidrogênio (1.68%)
Al Alumínio (44.98%)
O Oxigênio (53.34%)
H: 25.00%Al: 25.00%O: 50.00%
H Hidrogênio (25.00%)
Al Alumínio (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Composição percentual em massa
H: 1.68%Al: 44.98%O: 53.34%
H Hidrogênio (1.68%)
Al Alumínio (44.98%)
O Oxigênio (53.34%)
Composição Atômica Percentual
H: 25.00%Al: 25.00%O: 50.00%
H Hidrogênio (25.00%)
Al Alumínio (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Identificadores
Número CAS24623-77-6
SORRISOSO[Al]=O
Fórmula de HillHAlO2

Compostos relacionados
FórmulaNome composto
AlOHMonohidróxido de alumínio
Al(OH)3Hidróxido de alumínio

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Calculadora de estado de oxidação

Hidróxido Óxido de Alumínio (AlO(OH)): Composto Químico

Artigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química

Resumo

O hidróxido óxido de alumínio, com a fórmula química AlO(OH), representa uma classe importante de compostos inorgânicos conhecidos como oxi-hidróxidos de alumínio. Este composto existe principalmente em dois polimorfos cristalinos bem definidos: α-AlO(OH) (diósporo) e γ-AlO(OH) (boemita). Ambos os polimorfos funcionam como fases intermediárias críticas na produção de alumínio a partir do minério de bauxita e exibem propriedades estruturais e químicas distintas. O material se manifesta como um pó cristalino, branco e inodoro, com uma densidade de aproximadamente 3,01 g/cm³. O hidróxido óxido de alumínio demonstra comportamento anfótero, dissolvendo-se tanto em ácidos fortes quanto em bases fortes, e exibe decomposição térmica em óxido de alumínio (Al₂O₃) em temperaturas elevadas. Suas características estruturais incluem arranjos em camadas de átomos de alumínio coordenados octaedricamente a íons oxigênio e hidróxido, criando materiais versáteis com aplicações que vão desde a catálise industrial até cerâmicas avançadas e adsorventes.

Introdução

O hidróxido óxido de alumínio, nomeado sistematicamente como hidróxidoóxidoalumínio de acordo com as convenções de nomenclatura aditiva, constitui um composto inorgânico de significativa importância industrial e para a ciência dos materiais. O composto pertence à classe mais ampla dos oxi-hidróxidos de alumínio, que ocupam uma posição intermediária entre os hidróxidos de alumínio e os óxidos de alumínio em termos de estado de hidratação. Duas formas minerais principais ocorrem naturalmente: o diósporo (α-AlO(OH)) e a boemita (γ-AlO(OH)), ambos representando componentes essenciais da bauxita, o minério primário para a produção de alumínio metálico. Estes minerais se formam através da intemperização de rochas contendo alumínio sob condições geológicas específicas, sendo a boemita a forma mais comum em depósitos de bauxita tropical. A importância do composto se estende além das aplicações metalúrgicas para incluir o uso como suporte de catalisador, retardante de chama, adsorvente e material precursor para a produção de cerâmica avançada.

Estrutura Molecular e Ligação

Geometria Molecular e Estrutura Eletrônica

O hidróxido óxido de alumínio exibe uma estrutura cristalina complexa em vez de unidades moleculares discretas. Em ambos os polimorfos, diósporo e boemita, os átomos de alumínio assumem coordenação octaédrica com átomos de oxigênio, embora os arranjos de empilhamento difiram significativamente entre as duas formas. A fase α (diósporo) cristaliza no sistema ortorrômbico com grupo espacial Pbnm e parâmetros de célula unitária a = 4,396 Å, b = 9,426 Å e c = 2,844 Å. Cada átomo de alumínio se coordena com três átomos de oxigênio e três grupos hidróxido, criando cadeias duplas de octaedros AlO₆ compartilhando arestas paralelas ao eixo c. Essas cadeias se conectam através de ligações de hidrogênio entre grupos hidróxido adjacentes com distâncias O-O de aproximadamente 2,70 Å.

A fase γ (boemita) adota uma estrutura em camadas, cristalizando no sistema ortorrômbico com grupo espacial Cmcm e parâmetros de célula unitária a = 3,693 Å, b = 12,221 Å e c = 2,867 Å. A estrutura consiste em folhas de átomos de alumínio coordenados octaedricamente com átomos de oxigênio, onde cada folha compreende duplas camadas de átomos de oxigênio compactados, com íons de alumínio ocupando dois terços dos sítios octaédricos. Essas camadas se empilham ao longo do eixo b e se conectam através de ligações de hidrogênio entre grupos hidróxido adjacentes. Os centros de alumínio exibem hibridização sp³d² consistente com a coordenação octaédrica, com comprimentos de ligação Al-O variando de 1,85 Å a 1,97 Å e ângulos de ligação O-Al-O entre 80° e 100°.

Ligação Química e Forças Intermoleculares

A ligação química no hidróxido óxido de alumínio compreende primariamente caráter iônico com contribuição covalente parcial. As ligações Al-O demonstram aproximadamente 40% de caráter covalente com base nas diferenças de eletronegatividade, com energias de dissociação de ligação estimadas em 501 kJ/mol para as ligações Al-O. O composto exibe forte ligação intramolecular dentro das camadas octaédricas e forças intermoleculares mais fracas entre as camadas. A ligação de hidrogênio entre grupos hidróxido de camadas adjacentes representa a interação intermolecular dominante, com energias de ligação de aproximadamente 17-25 kJ/mol. Essas ligações de hidrogênio criam uma rede tridimensional que influencia significativamente as propriedades mecânicas e térmicas do material.

As formas cristalinas exibem características de ligação anisotrópicas, com ligação covalente-iônica mais forte dentro das camadas de alumínio-oxigênio e ligação de hidrogênio mais fraca entre as camadas. Essa anisotropia se manifesta nas propriedades mecânicas, com clivagem perfeita observada paralelamente à estratificação na boemita. O composto demonstra características polares devido à distribuição assimétrica de íons oxigênio e hidróxido, embora o momento dipolo líquido seja cancelado ao nível da célula unitária em ambos os polimorfos. As forças de van der Waals contribuem minimamente para as interações intermoleculares em comparação com a substancial rede de ligações de hidrogênio.

Propriedades Físicas

Comportamento de Fase e Propriedades Termodinâmicas

O hidróxido óxido de alumínio se apresenta como um pó microcristalino branco, inodoro e insolúvel em água. O material exibe uma densidade de 3,01 g/cm³ para a boemita e 3,44 g/cm³ para o diósporo a 298 K. Ambos os polimorfos sofrem decomposição térmica em óxido de alumínio (Al₂O₃) e vapor de água ao serem aquecidos, com temperaturas de decomposição variando de 623 K a 773 K, dependendo da forma cristalina e do tamanho da partícula. A reação de decomposição prossegue como 2AlO(OH) → Al₂O₃ + H₂O(g) com uma variação de entalpia de aproximadamente +92 kJ/mol.

A capacidade térmica da boemita mede 89,5 J/mol·K a 298 K, com a dependência da temperatura seguindo a equação Cₚ = 109,6 + 0,147T - 2,56×10⁵T⁻² J/mol·K entre 273 K e 373 K. A entalpia padrão de formação (ΔH°f) para a boemita é de -924,5 kJ/mol, enquanto o diósporo exibe ΔH°f = -921,5 kJ/mol. A entropia (S°) mede 68,4 J/mol·K para a boemita e 55,2 J/mol·K para o diósporo a 298 K. O índice de refração varia entre 1,64 e 1,75 dependendo da orientação cristalina e da forma polimórfica.

Características Espectroscópicas

A espectroscopia no infravermelho revela modos vibracionais característicos para o hidróxido óxido de alumínio. As vibrações de estiramento O-H aparecem como bandas largas entre 3300 cm⁻¹ e 3500 cm⁻¹, enquanto as vibrações de deformação Al-O-H ocorrem próximas a 1070 cm⁻¹. As vibrações de estiramento Al-O produzem absorções fortes entre 700 cm⁻¹ e 900 cm⁻¹, com a boemita exibindo bandas distintas em 733 cm⁻¹, 615 cm⁻¹ e 485 cm⁻¹. A espectroscopia Raman mostra bandas fortes em 360 cm⁻¹, 450 cm⁻¹ e 680 cm⁻¹ correspondentes aos modos vibracionais Al-O.

A espectroscopia de RMN de ²⁷Al em estado sólido revela uma única ressonância em aproximadamente 5-15 ppm em relação a Al(H₂O)₆³⁺, consistente com o alumínio coordenado octaedricamente em ambos os polimorfos. A espectroscopia de fotoeletrons de raios X mostra energias de ligação Al 2p de 74,5 eV e O 1s de 531,5 eV. A espectroscopia UV-Vis indica nenhuma absorção significativa na região visível, com uma borda de absorção começando próximo a 300 nm correspondendo a um band gap de aproximadamente 4,1 eV.

Propriedades Químicas e Reatividade

Mecanismos de Reação e Cinética

O hidróxido óxido de alumínio demonstra comportamento anfótero, dissolvendo-se tanto em ácidos fortes quanto em bases fortes. A reação com ácido clorídrico prossegue como AlO(OH) + 3HCl → AlCl₃ + 2H₂O com uma constante de taxa de dissolução de 2,3×10⁻⁴ mol/m²·s a 298 K. A dissolução em hidróxido de sódio segue AlO(OH) + NaOH → NaAlO₂ + H₂O, com a etapa determinante da taxa envolvendo o ataque nucleofílico por íons hidróxido nos centros de alumínio. A cinética de dissolução segue um mecanismo controlado por superfície com uma energia de ativação de 58 kJ/mol em meio ácido e 62 kJ/mol em meio básico.

A decomposição térmica representa a transformação química mais significativa, prosseguindo através de um mecanismo de nucleação e crescimento. A cinética de desidratação obedece à equação de Avrami-Erofeev com expoente n = 2, indicando controle por difusão bidimensional. A energia de ativação para a desidratação mede 145 kJ/mol para a boemita e 165 kJ/mol para o diósporo. A taxa de reação mostra forte dependência do tamanho do cristalito, com partículas menores se decompondo em temperaturas mais baixas devido ao aumento da área superficial e redução dos comprimentos dos caminhos de difusão.

Propriedades Ácido-Base e Redox

O caráter anfótero do hidróxido óxido de alumínio surge de sua capacidade de funcionar tanto como uma base de Brønsted-Lowry quanto como um ácido de Lewis. Os grupos hidróxido da superfície exibem valores de pKa de aproximadamente 7,5 para a dissociação do próton e 10,5 para a protonação, criando um ponto de carga zero em pH 8,2. O material demonstra capacidade de tamponamento nas faixas de pH 4-6 e 8-10 devido à presença de sítios superficiais ácidos e básicos.

A reatividade redox permanece limitada sob condições padrão devido à estabilidade do alumínio no estado de oxidação +3. O composto resiste à oxidação até 1273 K e não funciona como agente redutor. A redução requer agentes redutores fortes em temperaturas elevadas, prosseguindo como 2AlO(OH) + 3H₂ → 2Al + 4H₂O em temperaturas acima de 1073 K com magnésio ou sódio como catalisadores. O potencial padrão de redução para o par Al³⁺/Al nesta matriz mede -1,66 V em relação ao eletrodo padrão de hidrogênio.

Métodos de Síntese e Preparação

Rotas de Síntese Laboratorial

A síntese laboratorial do hidróxido óxido de alumínio normalmente prossegue através do tratamento hidrotérmico de precursores de hidróxido de alumínio. A preparação da boemita envolve o envelhecimento hidrotérmico de géis de hidróxido de alumínio amorfo a temperaturas entre 373 K e 523 K sob condições alcalinas (pH 9-11) por 12-48 horas. Este método produz boemita cristalina com tamanhos de partícula variando de 20 nm a 200 nm dependendo do tempo e temperatura de envelhecimento. A reação segue a sequência de transformação: Al(OH)₃ amorfo → bayerita → boemita, com cinética controlada por mecanismos de dissolução-reprecipitação.

A síntese do diósporo requer condições mais severas, tipicamente alcançadas através de tratamento hidrotérmico a temperaturas acima de 573 K e pressões superiores a 100 atm. A transformação da boemita em diósporo ocorre a temperaturas acima de 623 K com uma energia de ativação de 120 kJ/mol. Rotas alternativas de síntese incluem métodos sol-gel usando alcóxidos de alumínio, como o isopropóxido de alumínio, que hidrolisam para formar boemita após aquecimento a 353-373 K. Estes métodos permitem o controle sobre a morfologia da partícula e a área superficial, produzindo materiais com áreas superficiais específicas de até 300 m²/g.

Métodos de Produção Industrial

A produção industrial do hidróxido óxido de alumínio ocorre primariamente como um intermediário no processo Bayer para produção de alumínio. Neste processo, o minério de bauxita sofre digestão com hidróxido de sódio a temperaturas de 513-543 K e pressões de 10-35 atm, durante a qual os hidróxidos óxidos de alumínio se dissolvem como aluminato de sódio. A precipitação subsequente produz hidróxido de alumínio, que pode ser calcinado para produzir várias formas de alumina. Aproximadamente 90% da produção industrial de boemita deriva de intermediários do processo Bayer.

Os hidróxidos óxidos de alumínio especiais para aplicações catalíticas e cerâmicas empregam precipitação controlada a partir de soluções de aluminato de sódio seguida por tratamento hidrotérmico. A síntese industrial opera a temperaturas entre 423 K e 473 K com tempos de residência de 4-12 horas, produzindo boemita com tamanho de cristalito e porosidade controlados. A produção global anual excede 10⁷ toneladas métricas, primariamente como produtos intermediários na produção de alumínio metálico. Considerações econômicas favorecem processos que minimizam o consumo de energia através de perfis de temperatura otimizados e reciclagem de correntes de processo.

Métodos Analíticos e Caracterização

Identificação e Quantificação

A difração de raios X representa o método primário para identificação e quantificação dos polimorfos do hidróxido óxido de alumínio. A boemita exibe picos de difração característicos em espaçamentos d de 6,11 Å (020), 3,16 Å (021) e 2,35 Å (041), enquanto o diósporo mostra picos em 3,99 Å (110), 2,56 Å (111) e 2,32 Å (121). A análise quantitativa usando refinamento de Rietveld alcança precisão dentro de ±2% para determinação da composição de fases. Técnicas de análise térmica, incluindo análise termogravimétrica e calorimetria exploratória diferencial, fornecem informações complementares, com a boemita mostrando um pico endotérmico de desidratação a 673-723 K correspondendo a 15% de perda de massa.

A espectroscopia no infravermelho permite distinguir entre polimorfos através do exame da região de estiramento O-H, com a boemita exibindo um dupleto característico em 3300 cm⁻¹ e 3090 cm⁻¹ devido às vibrações de estiramento simétrico e assimétrico. A análise elementar tipicamente mostra teor de alumínio de 44,9-45,2% e teor de oxigênio/hidróxido correspondente à estequiometria AlO(OH). A medição da área superficial via adsorção de nitrogênio revela áreas superficiais BET variando de 10 m²/g para materiais cristalinos grossos a 350 m²/g para preparações nanocristalinas.

Avaliação de Pureza e Controle de Qualidade

Os padrões industriais de controle de qualidade para o hidróxido óxido de alumínio especificam níveis máximos de impureza de 0,01% para ferro, 0,005% para silício e 0,001% para titânio. A análise de elementos traço tipicamente emprega espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado com limites de detecção abaixo de 1 ppm para a maioria das impurezas metálicas. As medições de perda ao fogo a 1273 K devem produzir valores entre 14,5% e 15,5% para AlO(OH) estequiométrico.

A distribuição do tamanho de partícula representa um parâmetro de qualidade crítico, medido por difração a laser ou métodos de sedimentação. Os graus industriais exibem tamanhos médios de partícula entre 1 μm e 100 μm dependendo dos requisitos da aplicação. A caracterização morfológica através de microscopia eletrônica de varredura revela hábitos laminares ou fibrosos para amostras naturais e formas mais equiaxiais para materiais sintéticos. A ausência de impurezas cristalinas como gibsita, bayerita ou óxidos de alumínio confirma a pureza de fase através de técnicas de caracterização complementares.

Aplicações e Usos

Aplicações Industriais e Comerciais

O hidróxido óxido de alumínio serve como um intermediário crucial na produção de alumínio metálico através do processo Bayer, onde se forma durante os estágios de digestão e precipitação. O composto encontra extensa aplicação como precursor para catalisadores de alumina e suportes de catalisador, particularmente para processos de refino de petróleo, incluindo hidrodessulfurização e craqueamento catalítico. A boemita de alta área superficial permite a dispersão de componentes metálicos ativos, como cobalto, molibdênio e níquel, fornecendo desempenho catalítico ideal.

Como carga funcional, o hidróxido óxido de alumínio melhora as propriedades mecânicas e térmicas de polímeros e compósitos. O material atua como um retardante de chama através da desidratação endotérmica que absorve calor e libera vapor de água, alcançando eficácia máxima em carregamentos de 50-60% em peso. Em aplicações cerâmicas, a boemita serve como um ligante e auxiliar de sinterização que promove a densificação e controla o desenvolvimento da microestrutura durante a queima. Aplicações adicionais incluem o uso como adsorvente para tratamento de água, agente de polimento para óptica de precisão e pigmento de revestimento para papel e tintas especiais.

Aplicações de Pesquisa e Usos Emergentes

Pesquisas recentes exploram nanomateriais de hidróxido óxido de alumínio para aplicações tecnológicas avançadas. Estruturas de boemita mesoporosas com arquiteturas de poro controladas mostram potencial como hospedeiras para sistemas de liberação de fármacos e peneiras moleculares. A boemita nanofibrosa exibe propriedades mecânicas excepcionais e alta área superficial, permitindo aplicações em reforço de compósitos e membranas de filtração. A química superficial anfótera do composto facilita a funcionalização com moléculas orgânicas, criando materiais híbridos para adsorção seletiva e catálise.

Aplicações emergentes incluem o uso como modelo para sintetizar outros nanomateriais através de técnicas de replicação, como suporte para catalisadores de sítio único na síntese de químicos finos, e como componente em separadores de baterias de íon-lítio. A pesquisa continua na otimização da fase cristalina, morfologia e propriedades superficiais para aplicações específicas através de técnicas de síntese avançadas, incluindo processamento hidrotérmico por micro-ondas e reações em fluido supercrítico.

Desenvolvimento Histórico e Descoberta

As formas minerais do hidróxido óxido de alumínio são conhecidas desde a antiguidade, embora sua natureza química tenha permanecido não reconhecida até o desenvolvimento da mineralogia moderna. O diósporo foi descrito pela primeira vez em 1801 por René Just Haüy a partir de espécimes encontrados nos Montes Urais, nomeado da palavra grega "diasporein" significando "espalhar" devido à sua decrepitação ao aquecer. A boemita recebeu seu nome em 1927 após Johann Böhm, que caracterizou o mineral a partir de depósitos de bauxita na França. A preparação sintética do hidróxido óxido de alumínio desenvolveu-se junto com a indústria do alumínio, particularmente com a invenção do processo Bayer em 1887 por Karl Josef Bayer.

A caracterização estrutural avançou significativamente com a aplicação da difração de raios X nas décadas de 1920 e 1930, que revelou as distintas estruturas em camadas de ambos os polimorfos. A relação entre os hidróxidos óxidos de alumínio e outros compostos de alumínio foi esclarecida através de estudos termodinâmicos em meados do século XX, estabelecendo diagramas de fase e sequências de transformação. Décadas recentes testemunharam atenção crescente às formas em nanoescala do hidróxido óxido de alumínio, impulsionada por avanços em técnicas de caracterização e crescente interesse em nanomateriais para aplicações tecnológicas.

Conclusão

O hidróxido óxido de alumínio representa um material quimicamente versátil com significativa importância industrial e aplicações diversas. As características estruturais do composto, particularmente a coordenação octaédrica do alumínio e a extensa ligação de hidrogênio, ditam seu comportamento físico e químico. A existência de múltiplos polimorfos com propriedades distintas permite aplicações personalizadas em campos que vão desde a catálise até a engenharia de materiais. Pesquisas em curso continuam a expandir as aplicações potenciais do hidróxido óxido de alumínio, particularmente através da engenharia em nanoescala e funcionalização superficial. Desenvolvimentos futuros provavelmente se concentrarão em aumentar o controle sobre a fase cristalina, morfologia e propriedades superficiais para otimizar o desempenho em aplicações existentes e permitir novos usos tecnológicos.

Banco de Dados de Propriedades de Compostos Químicos

Este banco de dados contém propriedades físicas e nomes alternativos para milhares de compostos químicos. Na fórmula química, você pode usar:
  • Qualquer elemento químico. Coloque a primeira letra do símbolo químico em maiúscula e use minúsculas para as letras restantes: Ca, Fe, Mg, Mn, S, O, H, C, N, Na, K, Cl, Al.
  • Grupos funcionais:D, T, Ph, Me, Et, Bu, AcAc, For, Tos, Bz, TMS, tBu, Bzl, Bn, Dmg
  • parênteses () ou colchetes [].
  • Nomes comuns de compostos.
Exemplos: H2O, CO2, CH4, NH3, NaCl, CaCO3, H2SO4, C6H12O6, água, dióxido de carbono, metano, amônia, cloreto de sódio, carbonato de cálcio, ácido sulfúrico, glicose.

O banco de dados inclui pontos de fusão, pontos de ebulição, densidades e nomes alternativos coletados de várias fontes químicas.

O que são propriedades compostas?

As propriedades dos compostos químicos incluem características físicas como ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, que são importantes para identificação e aplicações químicas. Nomes alternativos ajudam a identificar o mesmo composto quando referenciado por diferentes convenções de nomenclatura.

Como usar esta ferramenta?

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