Printed from https://www.webqc.org

Propriedades de Rb2C2O4

Propriedades de Rb2C2O4 (Oxalato de rubídio):

Nome do compostoOxalato de rubídio
Fórmula QuímicaRb2C2O4
Massa molar258.9546 g/mol

Estrutura química
Rb2C2O4 (Oxalato de rubídio) - Estrutura química
Estrutura de Lewis
Estrutura molecular 3D
Propriedades físicas
Aparênciacristais incolores
Densidade2.7600 g/cm³
Hélio 0.0001786
Irídio 22.562

Composição elementar de Rb2C2O4
ElementoSímboloMassa atômicaÁtomosPercentagem da massa
RubídioRb85.4678266.0099
CarbonoC12.010729.2763
OxigênioO15.9994424.7138
Composição percentual em massaComposição Atômica Percentual
Rb: 66.01%C: 9.28%O: 24.71%
Rb Rubídio (66.01%)
C Carbono (9.28%)
O Oxigênio (24.71%)
Rb: 25.00%C: 25.00%O: 50.00%
Rb Rubídio (25.00%)
C Carbono (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Composição percentual em massa
Rb: 66.01%C: 9.28%O: 24.71%
Rb Rubídio (66.01%)
C Carbono (9.28%)
O Oxigênio (24.71%)
Composição Atômica Percentual
Rb: 25.00%C: 25.00%O: 50.00%
Rb Rubídio (25.00%)
C Carbono (25.00%)
O Oxigênio (50.00%)
Identificadores
Número CAS10010-65-8
SORRISOS[Rb+].[O-]C(=O)C(=O)[O-].[Rb+]
Fórmula de HillC2O4Rb2

Compostos relacionados
FórmulaNome composto
Rb2CO3Carbonato de rubídio

Relacionado
Calculadora de peso molecular
Calculadora de estado de oxidação

Oxalato de Rubídio (Rb₂C₂O₄): Composto Químico

Artigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química

Resumo

O oxalato de rubídio (Rb₂C₂O₄) representa o sal de rubídio do ácido oxálico, formando sólidos cristalinos incolores com múltiplas estruturas polimórficas. O composto cristaliza como um monohidrato (Rb₂C₂O₄·H₂O) a partir de soluções aquosas, exibindo simetria monoclínica com grupo espacial C2/c e parâmetros de rede a = 9,617 Å, b = 6,353 Å, c = 11,010 Å e β = 109,46°. As formas anidras demonstram polimorfismo com estruturas monoclínicas (P2₁/c, a = 6,328 Å, b = 10,455 Å, c = 8,217 Å, β = 98,016°) e ortorrômbicas (Pbam, a = 11,288 Å, b = 6,295 Å, c = 3,622 Å) existindo à temperatura ambiente. A entalpia padrão de formação mede 1325,0 ± 8,1 kJ/mol. A decomposição térmica inicia-se a 507–527 °C, produzindo monóxido de carbono, dióxido de carbono e oxigénio através da formação intermédia de carbonato e óxido. O oxalato de rubídio exibe solubilidade aquosa moderada e forma vários sais ácidos e complexos peridratados.

Introdução

O oxalato de rubídio pertence à classe dos sais de oxalato inorgânicos, especificamente os oxalatos de metais alcalinos. Como o sal de rubídio do ácido oxálico, ocupa uma posição intermédia na série de oxalatos de metais alcalinos entre os oxalatos de potássio e de césio. O composto demonstra interesse cristalográfico significativo devido ao seu comportamento polimórfico e relações estruturais com outros oxalatos de metais alcalinos. O oxalato de rubídio encontra utilidade em síntese química especializada e serve como precursor para outros compostos de rubídio. O seu estudo contribui para a compreensão das relações estrutura-propriedade ao longo da série de metais alcalinos, particularmente na forma como o tamanho do catião influencia o empacotamento cristalino e a estabilidade térmica.

Estrutura Molecular e Ligação

Geometria Molecular e Estrutura Eletrónica

A molécula de oxalato de rubídio consiste em dois catiões de rubídio (Rb⁺) coordenados a um anião oxalato (C₂O₄²⁻). O anião oxalato adota uma configuração planar com simetria D₂h, apresentando comprimentos de ligação carbono-carbono de aproximadamente 1,54 Å e comprimentos de ligação carbono-oxigénio de 1,23 Å para grupos carbonilo e 1,28 Å para ligações C-O envolvidas na coordenação metálica. A estrutura eletrónica do anião oxalato demonstra uma ligação π deslocalizada através da estrutura O-C-C-O, com as orbitais moleculares ocupadas mais altas sendo principalmente orbitais p baseadas no oxigénio. Os catiões de rubídio, com a sua configuração eletrónica [Kr], interagem com os átomos de oxigénio do oxalato principalmente através de ligação iónica, embora algum grau de carácter covalente surja devido a efeitos de polarização.

Ligação Química e Forças Intermoleculares

A ligação primária no oxalato de rubídio envolve interações iónicas entre os catiões Rb⁺ e os aniões C₂O₄²⁻. O grande raio iónico do rubídio (1,52 Å para número de coordenação 6) resulta em ligações Rb-O relativamente longas, variando de 2,87 a 3,15 Å dependendo do ambiente de coordenação. O anião oxalato funciona como um ligante bidentado, coordenando tipicamente ao rubídio através de dois átomos de oxigénio. No estado cristalino, interações adicionais mais fracas contribuem para a estabilidade da rede, incluindo forças eletrostáticas entre átomos parcialmente carregados e interações de van der Waals entre as frações orgânicas. O composto exibe capacidade de ligação de hidrogénio negligenciável na sua forma anidra, mas desenvolve redes extensas de ligação de hidrogénio em fases hidratadas.

Propriedades Físicas

Comportamento de Fase e Propriedades Termodinâmicas

O oxalato de rubídio forma cristais incolores com características morfológicas bem definidas. O monohidrato (Rb₂C₂O₄·H₂O) cristaliza no sistema monoclínico com grupo espacial C2/c e exibe uma densidade de 2,76 g/cm³. Dois polimorfos anidros existem em condições ambientes: uma forma monoclínica (α-Rb₂C₂O₄, grupo espacial P2₁/c) e uma forma ortorrômbica (β-Rb₂C₂O₄, grupo espacial Pbam). A transformação monoclínica para ortorrômbica procede de forma irreversível ao longo do tempo. Polimorfos adicionais a alta temperatura foram identificados acima de 200 °C. A entalpia padrão de formação mede 1325,0 ± 8,1 kJ/mol para o composto cristalino. A decomposição térmica começa a 507–527 °C através de um processo multi-etapas, produzindo inicialmente carbonato de rubídio e monóxido de carbono, seguido pela decomposição para óxido de rubídio, dióxido de carbono e, finalmente, rubídio elementar e oxigénio.

Características Espectroscópicas

A espectroscopia de infravermelho do oxalato de rubídio revela vibrações características do anião oxalato, incluindo estiramentos C=O simétricos e assimétricos a 1685 cm⁻¹ e 1720 cm⁻¹, respetivamente. A vibração de estiramento C-C aparece a 910 cm⁻¹, enquanto os modos de flexão O-C-O ocorrem entre 520-620 cm⁻¹. A espectroscopia Raman mostra bandas fortes a 1460-1490 cm⁻¹ correspondentes à vibração de estiramento O-C-O simétrica. A espectroscopia de RMN de estado sólido demonstra um desvio químico de carbono-13 de aproximadamente 165 ppm para os carbonos carbonilo, consistente com outros oxalatos metálicos. O espectro de RMN de rubídio-87 exibe um desvio característico influenciado pelo ambiente de coordenação e estado de hidratação.

Propriedades Químicas e Reatividade

Mecanismos de Reação e Cinética

O oxalato de rubídio demonstra a reatividade típica dos sais de oxalato, participando em reações de precipitação, decomposição e complexação. O compundo sofre decomposição térmica através de um mecanismo multi-etapas com uma energia de ativação global de aproximadamente 180 kJ/mol. A descarbonilação inicial para carbonato de rubídio representa a etapa determinante da velocidade. Em solução aquosa, o oxalato de rubídio participa em reações de dupla troca com vários sais metálicos, formando precipitados de oxalato insolúveis. O composto reage com fluoreto de hidrogénio para formar hidrofluoridato de hidrogeno-oxalato de rubídio (RbHC₂O₄·HF) através de protonação parcial e complexação. Com peróxido de hidrogénio, forma um monoperidrato estável (Rb₂C₂O₄·H₂O₂) que mantém integridade cristalográfica em condições ambientes.

Propriedades Ácido-Base e Redox

Como um sal de uma base forte (hidróxido de rubídio) e um ácido diprótico fraco (ácido oxálico, pKₐ₁ = 1,27, pKₐ₂ = 4,27), as soluções de oxalato de rubídio exibem basicidade suave com pH tipicamente variando de 8-9 para soluções concentradas. O composto funciona como um agente redutor em certos contextos, com o anião oxalato oxidando a dióxido de carbono com um potencial de redução padrão de aproximadamente -0,49 V para o par (C₂O₄²⁻/2CO₂). O oxalato de rubídio demonstra estabilidade numa ampla gama de pH, mas sofre protonação sob condições fortemente ácidas para formar hidrogeno-oxalato de rubídio (RbHC₂O₄) ou ácido oxálico livre. O composto mantém-se estável em ambientes neutros e básicos, mas pode participar em reações redox com agentes oxidantes fortes.

Métodos de Síntese e Preparação

Rotas de Síntese Laboratorial

A síntese laboratorial primária do oxalato de rubídio envolve a reação entre carbonato de rubídio e ácido oxálico em meio aquoso. Esta reação ácido-base procede quantitativamente de acordo com a equação: Rb₂CO₃ + H₂C₂O₄ → Rb₂C₂O₄ + H₂O + CO₂↑. A reação tipicamente emprega quantidades estequiométricas de reagentes dissolvidos em água mínima, com aquecimento suave para facilitar a evolução do dióxido de carbono. A cristalização ocorre durante o arrefecimento ou evaporação do solvente, produzindo a forma monohidratada. Uma rota de síntese alternativa utiliza a decomposição térmica do formiato de rubídio: 2HCOORb → Rb₂C₂O₄ + H₂↑. Este método procede a temperaturas elevadas (180-220 °C) e produz oxalato de rubídio anidro diretamente. A purificação envolve tipicamente recristalização a partir de água ou misturas de etanol-água, com rendimentos superiores a 85% para ambos os métodos.

Métodos Analíticos e Caracterização

Identificação e Quantificação

A identificação do oxalato de rubídio emprega primariamente difração de raios-X para determinação da fase cristalina, complementada por espectroscopia de infravermelho para confirmação do grupo funcional. A análise quantitativa utiliza tipicamente métodos gravimétricos através da precipitação como oxalato de cálcio seguida de ignição a óxido de cálcio ou titulação com permanganato de potássio em meio ácido. A espectroscopia de absorção atómica ou a espectrometria de emissão ótica com plasma indutivamente acoplado fornecem quantificação de rubídio com limites de deteção abaixo de 0,1 ppm. A análise termogravimétrica distingue entre formas hidratadas e anidras com base nos perfis de perda de massa e caracteriza o comportamento de decomposição. Métodos cromatográficos, particularmente cromatografia iónica, permitem a separação e quantificação do anião oxalato em misturas complexas.

Avaliação da Pureza e Controlo de Qualidade

A avaliação da pureza do oxalato de rubídio envolve tipicamente a determinação do teor de rubídio por fotometria de chama ou espectroscopia de absorção atómica, o teor de oxalato por titulação com permanganato e o teor de água por titulação de Karl Fischer ou termogravimetria. As impurezas comuns incluem carbonato de rubídio, hidróxido de rubídio e hidrogeno-oxalato de rubídio. Métodos espectroscópicos monitorizam impurezas orgânicas, enquanto a difração de raios-X avalia a pureza da fase cristalográfica. O composto exibe boa estabilidade de armazenamento quando protegido da humidade e do dióxido de carbono, sendo recomendado o armazenamento em recipientes selados sob atmosfera inerte para preservação a longo prazo.

Aplicações e Usos

Aplicações Industriais e Comerciais

O oxalato de rubídio serve principalmente como um reagente químico especializado em contextos de investigação e desenvolvimento. O composto encontra aplicação como precursor para outros compostos de rubídio através de reações de dupla troca ou decomposição térmica. Em ciência dos materiais, o oxalato de rubídio funciona como material de partida para materiais de óxido contendo rubídio através de processamento térmico controlado. O composto serve ocasionalmente como padrão em química analítica para métodos de determinação de oxalato e como material de referência em estudos cristalográficos de oxalatos de metais alcalinos. Existem aplicações industriais limitadas devido à natureza especializada da química do rubídio e ao custo relativamente elevado do composto em comparação com oxalatos de metais alcalinos mais comuns.

Aplicações de Investigação e Usos Emergentes

As aplicações de investigação do oxalato de rubídio focam-se principalmente em estudos fundamentais de química de metais alcalinos e fenómenos cristalográficos. O composto serve como um sistema modelo para investigar polimorfismo e transições de fase em cristais iónicos, particularmente a cinética das transformações no estado sólido. A investigação em ciência dos materiais utiliza o oxalato de rubídio como precursor para materiais e catalisadores dopados com rubídio. Aplicações emergentes exploram o seu potencial em sistemas de armazenamento de energia, particularmente como componente em materiais de elétrodos ou eletrólitos sólidos. As características de decomposição térmica do composto tornam-no adequado para estudar mecanismos de reação em química do estado sólido e para desenvolver fontes especializadas de rubídio em processos de deposição a vácuo.

Desenvolvimento Histórico e Descoberta

A descoberta e caracterização do oxalato de rubídio seguiram o isolamento do rubídio elementar por Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff em 1861. As investigações iniciais focaram-se em estabelecer o comportamento químico básico do composto e a sua relação com outros oxalatos de metais alcalinos. Estudos cristalográficos sistemáticos começaram no início do século XX, com a determinação da estrutura do monohidrato a ocorrer na década de 1930. O comportamento polimórfico do oxalato de rubídio anidro recebeu uma investigação detalhada nas décadas de 1960 e 1970, com as formas ortorrômbica e monoclínica caracterizadas por difração de raios-X de cristal único. A descoberta de polimorfos de alta temperatura em 2004 expandiu a compreensão do comportamento de fase do composto. A caracterização termodinâmica, incluindo a determinação da entalpia padrão de formação, completou a descrição físico-química fundamental deste composto.

Conclusão

O oxalato de rubídio representa um membro bem caracterizado da série de oxalatos de metais alcalinos, exibindo um comportamento polimórfico interessante e relações estruturais com os oxalatos de potássio e de césio. A sua diversidade cristalográfica, particularmente a existência de múltiplas formas anidras e o seu comportamento de transformação, fornece informações sobre o equilíbrio subtil de fatores que governam o empacotamento de cristais iónicos. O caminho de decomposição térmica do composto ilustra mecanismos complexos de reação no estado sólido envolvendo múltiplas etapas e intermediários. Embora as aplicações práticas permaneçam especializadas, o oxalato de rubídio continua a servir como um composto modelo valioso para estudos fundamentais em química do estado sólido, cristalografia e análise térmica. Direções futuras de investigação podem explorar formas em nanoescala do composto, o seu comportamento em condições extremas e aplicações potenciais em tecnologias emergentes, incluindo armazenamento de energia e síntese de materiais avançados.

Banco de Dados de Propriedades de Compostos Químicos

Este banco de dados contém propriedades físicas e nomes alternativos para milhares de compostos químicos. Na fórmula química, você pode usar:
  • Qualquer elemento químico. Coloque a primeira letra do símbolo químico em maiúscula e use minúsculas para as letras restantes: Ca, Fe, Mg, Mn, S, O, H, C, N, Na, K, Cl, Al.
  • Grupos funcionais:D, T, Ph, Me, Et, Bu, AcAc, For, Tos, Bz, TMS, tBu, Bzl, Bn, Dmg
  • parênteses () ou colchetes [].
  • Nomes comuns de compostos.
Exemplos: H2O, CO2, CH4, NH3, NaCl, CaCO3, H2SO4, C6H12O6, água, dióxido de carbono, metano, amônia, cloreto de sódio, carbonato de cálcio, ácido sulfúrico, glicose.

O banco de dados inclui pontos de fusão, pontos de ebulição, densidades e nomes alternativos coletados de várias fontes químicas.

O que são propriedades compostas?

As propriedades dos compostos químicos incluem características físicas como ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, que são importantes para identificação e aplicações químicas. Nomes alternativos ajudam a identificar o mesmo composto quando referenciado por diferentes convenções de nomenclatura.

Como usar esta ferramenta?

Digite uma fórmula química (como H2O) ou nome de composto (como água) para procurar propriedades disponíveis e nomes alternativos. A ferramenta pesquisará no banco de dados e exibirá todas as propriedades físicas disponíveis e nomes alternativos conhecidos para o composto.
Deixe seu comentário sobre a sua experiência com o balanceador de equação química.
Cardápio Balanceie Massa molar Leis de gases Unidades Ferramentas de Química Tabela periódica Forum de química Simetria Constantes Contribua Contate-nos
Como citar?