Propriedades de C10H13NO2 (Ácido fusárico):
Composição elementar de C10H13NO2
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Ácido Fusárico (C₁₀H₁₃NO₂): Composto QuímicoArtigo de Revisão Científica | Série de Referência em Química
ResumoO ácido fusárico, denominado sistematicamente como ácido 5-butilpiridina-2-carboxílico (fórmula molecular C₁₀H₁₃NO₂), representa um derivado significativo do ácido picolínico com propriedades químicas distintas. Este composto orgânico heterocíclico apresenta um anel de piridina substituído na posição 5 com uma cadeia butílica e na posição 2 com um grupo funcional ácido carboxílico. O composto exibe um ponto de fusão de 97-98°C e demonstra comportamento ácido-base característico de ácidos carboxílicos heteroaromáticos. O ácido fusárico apresenta solubilidade aquática limitada, mas mostra solubilidade aumentada em solventes orgânicos polares. A sua estrutura molecular exibe regiões hidrofílicas e lipofílicas, contribuindo para o seu carácter anfifílico. O composto serve como um intermediário sintético valioso e um químico de pesquisa com aplicações em síntese orgânica e biologia química. IntroduçãoO ácido fusárico (ácido 5-butilpiridina-2-carboxílico) constitui um composto orgânico pertencente à classe dos ácidos picolínicos substituídos. Isolado pela primeira vez a partir de várias espécies de fungos Fusarium, este ácido carboxílico heterocíclico tem atraído atenção significativa na pesquisa química devido às suas características estruturais distintas e utilidade sintética. O composto representa um derivado do ácido piridina-2-carboxílico (ácido picolínico) com um substituinte n-butil na posição 5 do anel heteroaromático. Este arranjo estrutural cria uma molécula com carácter aromático e propriedades alifáticas, resultando num comportamento físico-químico único. O ácido fusárico serve como precursor de vários intermediários farmacêuticos e exibe uma química de coordenação interessante com iões metálicos devido à presença de átomos dadores de nitrogénio e oxigénio. Estrutura Molecular e LigaçãoGeometria Molecular e Estrutura EletrónicaA estrutura molecular do ácido fusárico apresenta um sistema de anel de piridina com substituintes nas posições 2 e 5. O anel heteroaromático mantém planaridade com comprimentos de ligação característicos de sistemas aromáticos: as ligações carbono-carbono medem aproximadamente 139 pm e as ligações carbono-nitrogénio medem 134 pm. O grupo ácido carboxílico na posição 2 conjuga com o nitrogénio da piridina, criando uma estrutura de ressonância zwitteriónica que influencia significativamente as propriedades eletrónicas do composto. A cadeia butílica na posição 5 adota uma conformação estendida com hibridização sp³ típica e ângulos de ligação de aproximadamente 109,5°. A análise de orbitais moleculares revela que a orbital molecular mais alta ocupada (HOMO) se localiza principalmente no sistema do anel de piridina, enquanto a orbital molecular mais baixa desocupada (LUMO) mostra densidade significativa na funcionalidade do ácido carboxílico. O átomo de nitrogénio no anel de piridina possui uma carga formal negativa nas estruturas de ressonância, contribuindo para a distribuição eletrónica do composto. O momento dipolar mede aproximadamente 4,2 Debye, orientado do ácido carboxílico em direção ao nitrogénio da piridina. Ligação Química e Forças IntermolecularesO ácido fusárico exibe múltiplos tipos de ligação química e interações intermoleculares. A ligação covalente dentro da molécula segue padrões típicos para sistemas aromáticos e cadeias alifáticas. O grupo ácido carboxílico envolve-se em fortes ligações de hidrogénio, tanto intramolecularmente com o nitrogénio da piridina quanto intermolecularmente com moléculas vizinhas. Esta rede de ligações de hidrogénio cria estruturas diméricas no estado sólido através de interações O-H···O e O-H···N. As forças intermoleculares incluem interações de van der Waals ao longo da cadeia butílica, com forças de dispersão de London contribuindo significativamente para o empacotamento do composto na forma cristalina. O grupo ácido carboxílico polar e o nitrogénio básico da piridina criam interações dipolo-dipolo substanciais. O carácter anfifílico do composto resulta da combinação dos grupos hidrofílicos do ácido carboxílico e da piridina com a cadeia butílica hidrofóbica, influenciando a sua solubilidade e comportamento de agregação. Propriedades FísicasComportamento de Fase e Propriedades TermodinâmicasO ácido fusárico aparece como um sólido cristalino branco a branco-amarelado à temperatura ambiente. O composto funde-se abruptamente a 97-98°C com um calor de fusão de aproximadamente 28 kJ/mol. Não foram reportadas formas polimórficas em condições padrão. O ponto de ebulição sob pressão reduzida (1 mmHg) mede 210-215°C, com um calor de vaporização de 65 kJ/mol. A densidade no estado sólido mede 1,18 g/cm³ a 25°C. O composto exibe solubilidade limitada em água (aproximadamente 2,3 g/L a 25°C), mas demonstra boa solubilidade em solventes orgânicos polares, incluindo metanol (85 g/L), etanol (72 g/L) e acetona (95 g/L). A solubilidade em solventes não polares, como o hexano, permanece baixa (0,8 g/L). O índice de refração do ácido fusárico em solução de metanol mede 1,524 a 20°C e comprimento de onda de 589 nm. A capacidade calorífica específica do composto sólido mede 1,4 J/g·K a 25°C. Características EspectroscópicasA espectroscopia de infravermelho revela frequências vibracionais características: estiramento O-H a 3200-2500 cm⁻¹ (amplo), estiramento C=O a 1690 cm⁻¹, estiramentos aromáticos C=C a 1600 cm⁻¹ e 1570 cm⁻¹, e estiramento C-N a 1350 cm⁻¹. A região da impressão digital mostra padrões distintivos entre 900-700 cm⁻¹ correspondentes a vibrações de flexão C-H aromáticas fora do plano. A espectroscopia de RMN de protão (400 MHz, DMSO-d₆) exibe os seguintes deslocamentos químicos: protões aromáticos a δ 8,55 (d, J=8,0 Hz, H-3), δ 7,85 (dd, J=8,0, 2,0 Hz, H-4), δ 7,65 (d, J=2,0 Hz, H-6), protões alifáticos a δ 2,65 (t, J=7,5 Hz, 2H, H-1'), δ 1,55 (m, 2H, H-2'), δ 1,35 (m, 2H, H-3'), e δ 0,90 (t, J=7,0 Hz, 3H, H-4'). A RMN de Carbono-13 mostra sinais a δ 172,5 (COOH), δ 155,2 (C-2), δ 149,5 (C-5), δ 137,8 (C-3), δ 126,5 (C-4), δ 123,2 (C-6), δ 35,8 (C-1'), δ 32,5 (C-2'), δ 21,8 (C-3'), e δ 13,5 (C-4'). Propriedades Químicas e ReatividadeMecanismos de Reação e CinéticaO ácido fusárico demonstra padrões de reatividade característicos de ambos os ácidos carboxílicos e compostos heteroaromáticos. O grupo ácido carboxílico sofre reações típicas, incluindo esterificação, amidação e redução. A esterificação com álcoois prossegue com catálise ácida a taxas comparáveis a derivados do ácido benzoico. A proximidade do ácido carboxílico com o nitrogénio da piridina facilita a quelação com iões metálicos, formando complexos estáveis com Cu²⁺, Zn²⁺ e Fe³⁺. O anel de piridina sofre substituição eletrofílica preferencialmente na posição 3, embora o grupo ácido carboxílico retirador de eletrões desative o anel em relação ao ataque eletrofílico. A substituição nucleofílica ocorre nas posições 2 e 4 sob condições forçadas. O composto exibe estabilidade no ar à temperatura ambiente, mas pode sofrer descarboxilação a temperaturas elevadas (acima de 200°C). A estabilidade fotoquímica é moderada, com decomposição observada sob exposição prolongada a UV. Propriedades Ácido-Base e RedoxO ácido fusárico comporta-se como um ácido fraco com um pKa de 3,8 em solução aquosa a 25°C, refletindo a influência do anel de piridina retirador de eletrões na acidez do ácido carboxílico. O composto também exibe carácter básico através do nitrogénio da piridina, com um pKa do ácido conjugado de aproximadamente 5,2. Este comportamento anfótero permite que o composto exista como zwitteriões em determinadas faixas de pH. As propriedades redox incluem estabilidade moderada em relação à oxidação, com o anel de piridina resistindo à oxidação em condições padrão. O grupo ácido carboxílico pode ser reduzido à funcionalidade álcool usando hidreto de lítio e alumínio. Estudos eletroquímicos revelam um potencial de redução de -1,2 V vs. ECS para o anel de piridina, indicando uma afinidade eletrónica moderada. O composto não sofre autoxidação significativa à temperatura ambiente. Métodos de Síntese e PreparaçãoRotas de Síntese em LaboratórioVárias rotas sintéticas para o ácido fusárico foram desenvolvidas. A síntese laboratorial mais eficiente começa com a 2-metil-5-etilpiridina, que sofre oxidação da cadeia lateral catalisada por radicais livres para formar ácido 5-butilpicolínico. Este método emprega acetato de cobalto(III) como catalisador em solvente de ácido acético a 80-90°C, rendendo ácido fusárico em 65-70% de rendimento após recristalização. Abordagens sintéticas alternativas incluem a condensação de anidrido glutárico com derivados de vinilpiridina seguida de aromatização. Este método fornece acesso a análogos do ácido fusárico variadamente substituídos. Uma terceira rota envolve a reação de 2-cianopiridina com butillítio seguida pela hidrólise do nitrilo resultante. Este método oferece boa regiosseletividade, mas requer controlo cuidadoso da temperatura (-78°C a 0°C) e dá rendimentos globais de 55-60%. Métodos Analíticos e CaracterizaçãoIdentificação e QuantificaçãoO ácido fusárico é rotineiramente identificado e quantificado usando cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) de fase reversa com deteção UV a 265 nm. As condições cromatográficas típicas empregam uma coluna C18 com fase móvel consistindo de acetonitrilo:água:ácido acético (45:54:1 v/v/v) a uma taxa de fluxo de 1,0 mL/min. O tempo de retenção sob estas condições é de aproximadamente 6,5 minutos. A cromatografia gasosa-espectrometria de massa fornece identificação complementar, com espectros de massa de impacto eletrónico mostrando ião molecular a m/z 179 e fragmentos característicos a m/z 162 (M-OH), m/z 134 (M-COOH) e m/z 106 (fragmento do anel de piridina). O limite de deteção por HPLC-UV mede 0,1 μg/mL, enquanto o limite de quantificação é de 0,5 μg/mL. Aplicações e UsosAplicações Industriais e ComerciaisO ácido fusárico serve principalmente como um intermediário químico na síntese de moléculas mais complexas. O composto encontra aplicação na produção de bupicomida e compostos farmacêuticos relacionados. A sua capacidade de quelatar iões metálicos torna-o útil em certos sistemas catalíticos e processos de extração de metais. O composto foi investigado como um bloco de construção para materiais cristalinos líquidos devido à sua estrutura molecular em forma de bastonete e grupo ácido carboxílico terminal. Aplicações em química de polímeros incluem o uso como monómero para poliamidas e poliésteres com conteúdo heterocíclico, impartindo propriedades térmicas e mecânicas únicas aos materiais resultantes. Desenvolvimento Histórico e DescobertaO ácido fusárico foi isolado pela primeira vez em 1934 a partir de culturas de espécies de Fusarium por investigadores japoneses que estudavam fatores de murchamento de plantas. Os esforços iniciais de elucidação estrutural na década de 1950 estabeleceram o composto como um derivado do ácido picolínico substituído. A estrutura completa e estereoquímica foram definitivamente estabelecidas através de trabalho sintético na década de 1960, quando a primeira síntese total foi alcançada. Avanços significativos na metodologia sintética ocorreram durante as décadas de 1970 e 1980, com rotas melhoradas permitindo a produção em maior escala. A química de coordenação do composto com vários iões metálicos foi extensivamente investigada ao longo da década de 1990, revelando motivos estruturais interessantes e aplicações potenciais em ciência dos materiais. A pesquisa recente tem-se focado no desenvolvimento de rotas de síntese assimétrica e na exploração de aplicações em química supramolecular. ConclusãoO ácido fusárico representa um ácido carboxílico heterocíclico estruturalmente interessante com propriedades físico-químicas distintas. A combinação do anel de piridina aromático, da funcionalidade do ácido carboxílico e da cadeia butílica alifática cria uma molécula com carácter anfifílico e comportamento químico diversificado. O composto serve como um intermediário sintético valioso e um químico de pesquisa com aplicações que abrangem síntese orgânica, química de coordenação e ciência dos materiais. Direções futuras de pesquisa podem incluir o desenvolvimento de rotas sintéticas mais eficientes, a exploração de novos complexos metálicos e a investigação de aplicações em química supramolecular e nanotecnologia. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O banco de dados inclui pontos de fusão, pontos de ebulição, densidades e nomes alternativos coletados de várias fontes químicas. O que são propriedades compostas?As propriedades dos compostos químicos incluem características físicas como ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, que são importantes para identificação e aplicações químicas. Nomes alternativos ajudam a identificar o mesmo composto quando referenciado por diferentes convenções de nomenclatura.Como usar esta ferramenta?Digite uma fórmula química (como H2O) ou nome de composto (como água) para procurar propriedades disponíveis e nomes alternativos. A ferramenta pesquisará no banco de dados e exibirá todas as propriedades físicas disponíveis e nomes alternativos conhecidos para o composto. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
